quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Para quem não quiser tomar a vacina contra a Covid

 

 Para quem não quiser tomar a vacina contra a Covid

 

 

Imunizantes contra a Covid já estão disponíveis em alguns países.

No Brasil, negacionismo é disseminado pelo governo federal.
 

Alegando “liberdade de escolha”, negacionistas têm vociferado contra a obrigatoriedade de vacinas, inclusive as que combatem a Covid.

Nesses grupos, encontram-se as desonestidades próprias de fascistas: “A vacina vai mudar o DNA da pessoa, inoculando um vírus comunista”, “a pessoa pode virar um jacaré” e outras fraudes endereçadas a tolos e fanáticos de várias cepas, que já se recusam também a adotar procedimentos profiláticos: uso de máscaras, distanciamento social, higiene das mãos etc.

No mundo, discute-se que sanções deveriam ser impostas contra os que não quiserem se vacinar, apesar da existência e oferta do imunizante. Nos países em que houver a obrigatoriedade da vacinação, medidas de diferentes graus são cogitadas àqueles que a recusarem.

Independente do que será determinado no planeta para esses casos, conheça o que já está previsto na legislação brasileira, de acordo com o TJDFT - Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

 

Disseminar coronavírus é crime

O Código Penal possui pelo menos 4 artigos que punem atitudes relacionadas ao desrespeito à determinação de isolamento, medida aplicada a pacientes diagnosticados com coronavírus (COVID-19). 

 

O artigo 267, prevê como conduta criminosa o ato de causar epidemia, disseminando agentes patogênicos (vírus, germes, bactérias, entre outros). A pena prevista é de 10 a 15 anos de reclusão. Caso a epidemia causada resulte em morte, a pena é aplicada em dobro. Se a pessoas causou a epidemia sem intenção, ou seja, de maneira culposa, a pena é mais branda, 1 a 2 anos de detenção ou 2 a 4, se houver morte. 

 

No artigo 268, a conduta considerada como ilícita é a violação de determinação do poder público, que tenha finalidade de evitar entrada ou propagação de doença contagiosa, tais como isolamento ou quarentena. Quem desrespeitar as medidas sanitárias impostas pode ser condenado a uma pena de 1 mês a 1 ano de reclusão além de multa.

 

No mesmo diploma legal, artigo 131, consta a previsão do crime de perigo de contágio de doença grave. Todavia, para configurar a conduta criminosa é necessário que a pessoa pratique ato de contaminação de maneira intencional, ou seja, com a finalidade/vontade de passar a doença para outras pessoas. A pena é de 1 a 4 anos de reclusão e multa. 

 

Outro crime que pode ser atribuído é o descrito no artigo 132. A conduta recriminada nesta norma é a exposição da vida ou saúde de outra pessoa a perigo. Algo que pode acontecer caso o infectado com COVID-19, ciente de sua condição, descumpra a determinação de isolamento ou outras medidas impostas para evitar a propagação da doença. 

 


Veja o que diz a lei:

Código Penal - Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940.


Perigo de contágio de moléstia grave


Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.


Perigo para a vida ou saúde de outrem


Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:
Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.
Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais. (Incluído pela Lei nº 9.777, de 1998)

Epidemia


Art. 267 - Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos:
Pena - reclusão, de dez a quinze anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990)
§ 1º - Se do fato resulta morte, a pena é aplicada em dobro.
§ 2º - No caso de culpa, a pena é de detenção, de um a dois anos, ou, se resulta morte, de dois a quatro anos.


Infração de medida sanitária preventiva


Art. 268 - Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa:
Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa.
Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro.

 

Fonte: https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/disseminar-o-corona-virus-e-crime#:~:text=C%C3%B3digo%20Penal%20%2D%20Decreto%2Dlei%20no,7%20de%20dezembro%20de%201940.&text=Art.,a%20quatro%20anos%2C%20e%20multa.

 

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