quarta-feira, 8 de abril de 2020

O que é Orientalismo para Edward Said


O que é Orientalismo para Edward Said



Orientalismo - Edward Said



1. A partir do texto abaixo, o que é Orientalismo para Edward Said?

“Restaurar uma região, da sua barbárie presente, à sua antiga grandeza clássica; instruir o Oriente (para o seu próprio benefício) nas maneiras do moderno Ocidente; subordinar ou diminuir o papel do poder militar de maneira a engrandecer o projeto de conhecimento grandioso adquirido no processo de dominação política do Oriente; formular o Oriente, dar-lhe forma, identidade e definição, com pleno reconhecimento de seu lugar na memória, da sua importância para a estratégia imperial e do seu papel ‘natural’ como um apêndice da Europa; dignificar todo o conhecimento recolhido durante a ocupação colonial com o título de ‘contribuição à erudição moderna’, quando os nativos não haviam sido nem consultados nem tratados como qualquer coisa além de pretextos para um texto cuja utilidade não se dirigia aos nativos; sentir-se como um europeu que estivesse comandando, quase à vontade, a história, o tempo e a geografia orientais; dividir, distribuir, esquematizar, tabular, indexar e registrar tudo o que estiver (ou não) à vista; instituir novas áreas de especialização; estabelecer novas disciplinas; fazer de cada detalhe observável uma generalização e de cada generalização uma lei imutável sobre a natureza, temperamento, mentalidade, costume ou tipo orientais; e, acima de tudo, transmutar a realidade viva na matéria de que se fazem os textos, possuir (ou acreditar possuir) a realidade, principalmente porque nada no Oriente parece resistir aos nossos poderes: essas são as características da projeção orientalista inteiramente realizada na Description de l’Égypte, ela mesma possibilitada e reforçada pela absorção totalmente orientalista do Egito feita por Napoleão com os instrumentos do conhecimento e do poder ocidentais. Assim, Fourier conclui o seu prefácio anunciando que a história recordará de que modo o ‘Égypte fut le théatre de sa gloire [de Napoleão], et preserve de l’oubli toutes lês circonstances de cet événement extraordinaire” [O Egito foi o teatro de sua glória e preserva do esquecimento todas as circunstâncias deste acontecimento extraordinário].”
SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. Tradução Tomás Rosa Bueno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 94-95.


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