quarta-feira, 7 de março de 2018

Elogio da dialética - Bertolt Brecht



Elogio da dialética - Bertolt Brecht



Blog do Agenor Bevilacqua Sobrinho
A injustiça pisoteia e rasga a Constituição.
Não se pode esperar da "justiça" burguesa
nada além do que a defesa radical dos interesses da burguesia.




Elogio da dialética - Bertolt Brecht
 
A injustiça avança hoje a passo firme;
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem, pois, ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.


Bertolt Brecht



Confira:

Receita para intolerância e injustiça - Por Renato Russo


“Não foi só mudança em quem ocupa a presidência”: resumo da 1ª aula do curso sobre o golpe na UnB - POR LUIS FELIPE MIGUEL, professor de ciência política da UnB

 

AtroCidades, de Agenor Bevilacqua Sobrinho

 

Eu, etiqueta - de Carlos Drummond de Andrade


Brecht: Infeliz a nação que precisa de heróis

 

Alemães querem saber por que Brecht interessa tanto no Brasil

 

Sobre a intervenção militar



Confira também:

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