segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Alemães querem saber por que Brecht interessa tanto no Brasil



Alemães querem saber por que Brecht interessa tanto no Brasil

Desrespeitando a autonomia universitária e a liberdade de cátedra, o ministro da educação do golpe, cuja credencial para o cargo é o fato de ser golpista,
quer censurar disciplina do professor Luís Felipe Miguel sobre o golpe de Estado, na Universidade de Brasília.
Provavelmente, o ministro não passaria nem mesmo em um teste de Mobral.
 
Alemães querem saber por que Brecht interessa tanto no Brasil.
Em A resistível ascensão de Arturo Ui (1941), o dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) mostra o incêndio de armazéns de hortifrútis (o parlamento alemão) pelos gângsteres; em O processo de Joana d'Arc em Rouen, 1431 (1952), a negação de uma segunda instância de jurisdição à camponesa julgada pela Inquisição (segundo Chation, "não vem ao caso" os direitos da ré).
Relativamente ao primeiro exemplo, tivemos no Brasil recentemente um golpe de Estado de corruptos que se diziam "contra a corrupção", ou seja, destruíram a incipiente democracia então existente.
No segundo exemplo, verificamos a ação orquestrada do aparato repressivo do Estado para perseguir sem provas, e apenas com convicções partidarizadas, os desafetos políticos dos golpistas, criando-se o massacre midiático-jurídico sem que haja espaço para o direito de defesa e, o que é pior, sem o respeito às salvaguardas fundamentais.
Perguntamos se os alemães, que passaram por situações análogas às observadas e criticadas nas peças de Brecht, percebem mais rapidamente a razão pela qual o dramaturgo e pensador Brecht é essencial, também, como instrumento de luta contra a barbárie do golpe fascista em andamento no Brasil?



Confira:

Sobre a intervenção militar



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