sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dr. Toicinho afirma que "governo" Temer tem a receita para CLT: Fazer picadinho!


Dr. Toicinho afirma que "governo" Temer tem a receita para CLT:
Fazer picadinho!
Dr. Toicinho: Revogar direitos trabalhistas é ser moderno!

Dr. Toicinho, CEO do PIG desde 1939, acredita “ter chegado a hora de fazer picadinho da CLT e outras excrescências que punem as classes endinheiradas”.
Segundo o dirigente das oligarquias das comunicações, “direitos trabalhistas são coisas antiquadas, fora de moda. Portanto, devem ser revogados. Entretanto, para que as coisas funcionem da melhor maneira possível, apenas as obrigações trabalhistas devem permanecer”.
O magnata afirmou ainda que “quem quiser receber o nome de ‘trabalhador’ deve renunciar às férias, coisa de vagabundos. 13º, fim de semana remunerado, 1/3 de férias? Para quê essas velharias? Devemos ser modernos e ficarmos distantes dessas regras pré-históricas, pois o melhor é o acordo da corda com o pescoço, quero dizer, do patrão com o empregado”.


Confira:

“Governo” Temer

Eliseu Padilha defende acabar com a CLT como solução para a 'competitividade'

"Ou começamos a caminhar no rumo daqueles que estão na nossa frente, ou então ficaremos a cada dia pior", disse o ministro interino, em evento para empresários promovido pelo tucano João Doria
por Redação RBA
Valter Campanato/Agência Brasil
 

“Temos que olhar rumo ao amanhã, ver o que os países desenvolvidos estão fazendo", disse ministro interino
São Paulo – O ministro-chefe interino da Casa Civil, Eliseu Padilha, defendeu hoje (16), em São Paulo, que, para o Brasil caminhar para “o amanhã”, fazer o que é aplicado no mundo hoje e facilitar a “competitividade”, o país precisa superar a legislação trabalhista criada por Getúlio Vargas.
“(Os trabalhadores) vão ver que a gente não tem saída. Ou começamos a caminhar no rumo daqueles que estão na nossa frente, ou então ficaremos a cada dia pior”, disse, ao defender o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em palestra sobre o PL da Terceirização (Projeto de Lei Complementar 30/2015), em “almoço-debate” promovido pela empresa Lide, do empresário João Doria, pré-candidato do PSDB e do governador Geraldo Alckmin para a sucessão do prefeito Fernando Haddad. Segundo ele, o PLC 30 deve ser votado pelo Senado com "alguma rapidez".
“Não vou nem dizer que seja equívoco (a CLT). Na década de 40, 46, quando se pensa no que era legislação trabalhista, por certo foi um momento em que ela era absolutamente indispensável, a forma dura com que lá foi encarada. Só que a década de 40, 46, já ficou para trás há muito tempo”, acrescentou.
A menção a 1946 foi um ato falho de Padilha (e de jornalistas que reproduziram sua fala). A CLT foi criada em 1943, e não em 1946. O que data de 1946 é o acréscimo de outros direitos dos trabalhadores incorporados pela Constituição daquele ano, como o reconhecimento do direito de greve, repouso remunerado aos domingos e feriados, por exemplo, assim como a estabilidade do trabalhador rural.
“Temos que olhar rumo ao amanhã, (ver o que) os países desenvolvidos estão fazendo, e temos que fazer aqui. Essa questão do pactuado versus legislado, com sobreposição do pactuado sobre o legislado, isso é o mundo. Nós não estamos aqui inventando a roda. Isso é no mundo hoje, diante da competitividade que se estabeleceu para se ter emprego”, defendeu. “Todo mundo (está) tentando buscar o pleno emprego. Então tem que se facilitar as formas de contratação.”
Vários veículos da mídia tradicional destacaram que Eliseu Padilha foi “aplaudido” e “empolgou” o empresariado presente ao evento.








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