sábado, 11 de outubro de 2014

Escolher ou regredir? Por: Saul Leblon - e outros artigos



Escolher ou regredir?
Por: Saul Leblon

Conquistas e riquezas promissoras podem florescer ou regredir nos próximos anos. Não cabe lavar as mãos em princípios imaculados. Nem edulcorar a rendição.

Dilma é dignidade.
PSDB de Aécio é arrocho e desemprego.


Pela segunda vez nesta campanha, uma densa onda de ‘consenso’ se arremete do dispositivo conservador para sequestrar o discernimento crítico da sociedade, inoculando a prostração nos espíritos e o interdito na reflexão.

Um pouco como fazia o coro neoliberal, no arrastão ensurdecedor dos anos 70. ‘Rendam-se, não há alternativa!”, ordena a fuzilaria que coordena denúncias não comprovadas, mas oportunamente vazadas na largada do segundo turno, farto bombardeio seletivo na economia e clima de já ganhou nas bolsas e demais circuitos do dinheiro grosso.

Lembra um pouco, também, o massacre de agosto, quando a então recém assumida candidata do PSB, Marina Silva, emergiu para a disputa levitando em um aluvião de quase santidade, apoios em cascata e inexorabilidade histórica.

A fase alegre dos consensos em torno da terceira via, como se sabe, liquefez-se em semanas.

O que se tenta agora é reeditar o embalo, com um material já de partida um pouco mais gasto.

Sai a terceira. Turbina-se o revival da ‘via única’ dos anos 90, revisitada — acredite-se — na forma de salvação nacional.

À falta de algo melhor, um Churchill das gerais assume o comando.

Se não possui la physique du rôle por conta de outros tantos predicados que não propriamente anatômicos, não se vexa de avocar-se o portador da ‘eficiência e da decência’.

Passemos.

Não se pode negar a audácia diante de uma trajetória –tanto a biográfica, quanto a moldura histórica mais geral-- ainda fresca, recheada de marcadores em sentido flagrantemente oposto ao evocado pelos novo salvacionismo.

Apenas para ilustrar: fruto justamente das receitas e práticas servidas agora como o manjar da redenção nacional, o mundo se arrasta há seis anos na maior crise vivida pelo capitalismo desde 1929.

Advém desses hiatos de coerência a sofreguidão perceptível com que os juízes do imaginário social tentam encerrar o jogo antes da hora.

Vale tudo para garantir o placar logo na saída. E há compradores nessa feira de liquidação de escrúpulos.

Epitáfios biográficos saltam aqui e ali do mutirão convocado a dar forma palatável à gororoba indigesta que se enfia na goela da sociedade.

‘Às vezes, o reacionário serve de avanço", salpica o dirigente do Partido Socialista Brasileiro, Roberto Amaral.

O PSB tem história como trincheira da dignidade política.

Nele militaram intelectuais e socialistas como Antonio Cândido, Fúlvio Abramo, Adalgiza Nery, Barbosa Lima Sobrinho, Sergio Buarque de Hollanda, Rogê Ferreira e Arraes, entre outros.

Nesta 4ª feira, a sigla se juntou à nervosa escalada rumo ao que, algo difusamente, denomina-se ‘candidatura da mudança’.

Registre-se, não sem um contundente protesto.

Enquanto a executiva do PSB juntava-se ao PSDB de Aécio Neves, Fernando Henrique e Serra, para derrotar o PT de Lula e Dilma, a deputada Luiza Erundina retirava-se da reunião do partido por não aceitar o cediço passo.

‘Farsa’, disparou na saída.

O jogral conservador insiste que se trata de outra coisa.

Qual seja, salvar o Brasil das mãos do ‘intervencionismo’ anacrônico, que atrapalha os mercados, solapa a confiança dos investidores, dilapida as estatais, paralisa o crescimento.

Nem mais um país; na verdade uma ilha de crise, cercada da oceânica prosperidade mundial, da qual inadvertidamente se apartou.

Será? Vejamos:

‘A produção industrial despencou 4,8% em agosto em relação a julho; as encomendas à indústria caíram 5,7% no mês; sem novas encomendas, outros tombos virão até o final do ano; as exportações cresceram apenas 0,9% no ano passado, contra 8%, em média, antes da crise; as perspectivas de expansão pelo comércio exterior são reduzidas; a queda mensal de 5,8% nas exportações em agosto é a maior desde janeiro de 2009; a tendência do PIB no terceiro trimestre ante o anterior é de uma expansão medíocre da ordem de 0,3%..’

O que mais será preciso dizer?

É preciso dizer que essa autópsia não se refere ao suposto defunto Brasil.

Estamos falando da poderosa Alemanha, de Angela Merkel, que a ninguém ocorreria acusar de negligente com os fundamentos dos mercados. Os mesmos fundamentos vendidos aqui como a redenção da lavoura pelo candidato a Presidente que faz borbulhar de alegria as bolsas.

Dona do parque fabril talvez o mais avançado do mundo, e um dos mais competitivos do planeta, o gargalo da Alemanha sugere que a festança da plutocracia brasileira talvez não incorra apenas em prematuro júbilo eleitoral.

Mais grave é o equívoco de diagnóstico embutido na celebração.

São os ‘erros internos que impedem o Brasil de crescer’, insiste a manchete da Folha, desta 4ª feira, em dueto com o FMI.

A incomoda informação de que a referência de pujança mundial, a inoxidável economia alemã, chafurda na areia movediça da estagnação global, que nem mesmo a recuperação norte-americana consegue romper, não cabe na narrativa da ‘mudança’.

Às favas os ‘detalhes’.

Para glosar Roberto Amaral, ‘às vezes a mentira é o caminho da verdade’.

Sendo assim, espete-se no governo brasileiro os crimes de subsidiar empresas, proteger o mercado interno, gerar empregos, apostar nos Brics e na integração latino-americana, administrar preços, valorizar o poder de compra das famílias assalariadas, multiplicar o crédito, investir em gigantescos programas de infraestrutura, decretar a soberania no pré-sal, impor exigências de conteúdo nacional nas aquisições da Petrobrás etc

Enfim, criar uma barragem de mercado interno que dificulta a aterrisagem da crise, melhor, da ‘bonança mundial’ no país.

Pior que isso: privar os livres mercados da liberdade para faze-lo, desbastando o custo do trabalho por essas bandas, como fizeram outras nações na esteira da crise.

A essa tarefa tardia se propõe agora a candidatura conservadora.

Os soluços ecoados pela poderosa locomotiva alemã sugerem que o diagnóstico talvez não seja exatamente esse que justificaria o lacto purga ortodoxo. E por uma razão que o conservadorismo finge não saber: o comércio internacional foi soterrado pela aplicação disseminada da receita de arrocho social e fiscal que se pretende adotar aqui.

A ideia genial dos armínios globais de deslocar a oferta de cada economia para a demanda do vizinho colidiu com as leis da física.

Na medida em que todos pularam de cabeça simultaneamente no mesmo espaço, a busca da salvação transformou-se em estagnação coletiva.

O crescimento das exportações tem sido decepcionante em todos os países.

O caso alemão é pedagógico. Mas de igual sina não escapam outros colossos.

Habituada a um crescimento médio das exportações da ordem de 20%, a China assiste ao recuo dessas taxas a menos da metade (8,5%).

Mesmo a festejada recuperação norte-americana carece de demanda externa que compense a anêmica capacidade de consumo de sua arrochada classe média, cujo poder de compra real não cresce há 15 anos.

Que a Casa Branca se desdobre em esforços para impor acordos de livre comércio em todas as latitudes, a exemplo da Aliança do Pacífico, na América Latina, não surpreende.

O que surpreende é a cínica defesa da mesma agenda pelas elites locais, como se isso fosse de fato redimir a economia e o crescimento.

Vai piorar.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que o oxigênio externo ficará ainda mais rarefeito para os EUA, à medida em que o afrouxamento da liquidez se esgota.

A previsível valorização do dólar tende a encarecer produtos made in USA , dificultando adicionalmente o uso da exportação como acelerador da retomada -- a menos que o velho espírito da ALCA volte a reinar abaixo do Rio Grande, por exemplo.

Esse é o mundo em marcha.

Segundo a OMC, nele não há mais espaço para um crescimento do comércio internacional de 5,3% em 2015, como previa. A taxa foi reduzida para 4%, sujeita a novos recortes.

O funil explica também a revisão do FMI, que cortou novamente a previsão para o crescimento mundial em 2015.

Nesse ambiente entupido de produção sem demanda, com elevada capacidade ociosa na indústria, ter moeda valorizada, como é o caso do Real há duas décadas, sem dúvida abre um túnel complacente a importações maciças de manufaturados, com toda a sorte de efeitos deletérios.

A saber: cerca de 25% da manufatura consumida no Brasil atualmente é importada; o déficit externo da indústria local foi de US$ 108 bilhões em 2013, mais de ¼ das reservas cambiais; em uma economia que roça o pleno emprego, as demissões de mão de obra qualificada superam as de menor formação.

Reverter esse flanco é crucial. Não tanto para redimir as exportações, pelas razões expostas acima e, sim, para proteger a industrialização brasileira, trunfo desdenhado pelo conservadorismo.

Não se trata de um cacoete do desenvolvimentismo, como querem os armínios e assemelhados.

A indústria é a usina disseminadora da produtividade na economia.

O investimento industrial qualifica e muda a escala do crescimento. Faz mais que isso: multiplica o excedente indispensável a uma sociedade que aspira dar novos saltos de convergência da renda e de direitos.

A defesa da industrialização brasileira é um imperativo da democracia e do desenvolvimento. E ela colide com as teses da derrubada irrestrita de tarifas protecionistas esposadas pelo conservadorismo.

Não só.

Se o Brasil asfixiar seu dinamismo interno, pela receita do arrocho, num mundo em que nem a lubrificada máquina exportadora germânica funciona, o que lhe restará?

Restará uma nação encurralada no menosprezo aos seus próprios trunfos, entre eles um gigantesco mercado de massa e uma indústria já carente de impulsos para modernizar-se.

Delineiam-se, portanto, dois caminhos na travessia para um novo ciclo de desenvolvimento.

Um, implica a repactuação democrática das linhas de passagem que garantam a matriz de um crescimento ordenado pela justiça social.

Não é isenta de algum sacrifício programado, alerte-se.

Mas disporá de salvaguardas que interliguem esse passo a um calendário de ganhos progressivos.

A outra, simplifica a tarefa. Terceirizando-a à ‘racionalidade’ dos livres mercados, como vem sendo feito em uma Europa em carne viva, há quatro anos submetida à lixadeira neoliberal.

A escolha conservadora dispensa o penoso trabalho de coordenação política da economia, associado à mediação dos conflitos inerentes às escolhas do desenvolvimento.

Dispensa-se a reforma política, prescinde-se da maior participação social, rejeita-se, por incompatível, uma regulação do sistema de comunicação, capaz de torna-lo mais poroso à expressão dos diferentes interesses da sociedade.

A festejada ‘racionalidade dos mercados’, no entanto, é só nome fantasia do despotismo econômico.

Na verdade, armínios e assemelhados, organicamente conectados aos detentores da riqueza local e global, manipulam as ferramentas macroeconômicas arbitrando quem vai ganhar e quanto as famílias assalariadas vão perder na contabilidade do processo.

O que o conservadorismo pleiteia neste 2º turno é sancionar essa carta branca sob o difuso guarda-chuva de ‘mudança’, para não se defrontar com a questão-chave da disputa.

O Brasil vai passar pelas dores do parto que marcam o reordenamento do seu novo ciclo econômico.

É uma repactuação incontornável na vida da nação.

E ela terá que ser construída sobre um tecido social redesenhado pela emergência dos grandes contingentes populares que ingressaram no mercado e na cidadania nos últimos doze anos.

A escolha é reordenar a macroeconomia em negociação permanente com eles.

Ou contra eles.

Não há terceira via, via única ou neutralidade que elida essa disjuntiva.

Não se trata de discurso do medo.

É mais grave que isso.

É um divisor histórico. Local e global.

Os próximos quatro anos serão decisivos na construção do país que o Brasil quer ser no século XXI.

Conquistas e riquezas promissoras podem florescer ou regredir.

Não cabe lavar as mãos nas águas dos princípios imaculados.

Nem edulcorar táticas de rendição.

Nenhum projeto reacionário serve de avanço quando ele tem o comando do processo.

Nenhum princípio tem pertinência política se é incapaz de agir na correlação de força de uma época.

As ideias pertencem ao mundo através da ação.

A ação hoje inclui uma escolha: lutar para avançar ou regredir?

Dilma ou Aécio?





Mantega e Fraga na Globonews: 

valorização do salário X revisão de subsídios.  

Por: MudaMais




Armínio Fraga, porta-voz de especuladores, é nocauteado por Guido Mantega.
Mesmo os apoiadores de Aécio (Financial Times, Infomoney etc.) reconhecem.


O debate promovido pela Globonews entre o Ministro Guido Mantega (link is external) e Armínio Fraga, conselheiro econômico de Aécio Neves, deixou claro para o eleitor as diferenças entre a política econômica defendida por Dilma e aquela professada por Aécio e seus aliados.

Armínio Fraga, anunciado como Ministro da Fazenda em um possível governo de Aécio, pouco respondeu às perguntas sem fugir da crítica à política econômica atual. Quando saiu da repetição, foi para criticar o papel dos bancos públicos na economia, e defender a manutenção do tripé macroeconômico a todo custo, para reduzir a inflação que, para Guido, será conquistado às custas do aumento da taxa de juros.

Como já explicamos aqui, além de termos, com Dilma, a menor inflação desde o Plano Real, os subsídios oferecido pelos bancos públicos - BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – são essenciais para a manutenção de programas como o Minha Casa Minha Vida e o Plano Safra, por exemplo.

Merece destaque a fala de Armínio Fraga sobre a Previdência Social. “Hoje, se dá 'pedalada' com o dinheiro para a Previdência”. Ele quer dizer que quando falta dinheiro para pagar a Pevidência, o governo tira da União para cobrir o déficit. Pensar na população brasileira e fazer o que é preciso para garantir seu bem estar parece ser um problema para os tucanos.

O governo Dilma, por outro lado, tem a população brasileira como sua preocupação principal. E não faz isso fugindo da responsabilidade. Tanto é que, enquanto FHC entregou uma dívida pública de 60,4% (link is external), o governo Dilma tem uma dívida pública de 35,1%, mesmo cobrindo os gastos que Aécio e seus correligionários acham absurdos.

Mantega também lembrou que, apesar do discurso de Armínio Fraga parecer muito bonito no papel,  Fernando Henrique Cardoso entregou a economia enfraquecida, em 2002 (ano em que também terminou o mandato de Armínio no Banco Central), com altos índices inflacionários, altos índices de juros, sem reservas monetárias e devendo para o FMI.

Um dos argumentos mais usados por Aécio Neves e seu conselheiro Armínio Fraga para atacar a presidenta Dilma Rousseff é dizer que o Brasil apresenta, hoje, baixa produtividade. “O Brasil vive hoje um quadro de recessão e crescimento baixo", declarou ao Estado de Minas. (link is external) Para ele, “O país tem investido pouco e exibe um desempenho fraco na produtividade”.

Apesar do que afirma o conselheiro de Aécio, entre 2003 e 2009 (último dado disponível) – período em que Lula estava na presidência -, em meio à crise econômica internacional, a produtividade do trabalho batia R$ 9.200. Para fazer a comparação, de acordo com dados do Sistema de Contas Nacionais (IBGE), no período de 1999 a 2002, durante o governo Fernando Henrique, em que Armínio esteve à frente do Banco Central, a produtividade do trabalho permaneceu estável na casa dos R$ 8.500. Por produtividade do trabalho, entende-se a capacidade das empresas de produzir mais, em menos tempos e com menos custos.

Todos concordamos que o Brasil reúne, hoje, todas as condições para ser mais produtivo. No entanto, os moldes defendidos pelos tucanos para aumentar a nossa capacidade produtiva é reduzir os salários, o que geraria menos custos com o trabalhador. Qualquer um que defenda os direitos trabalhistas sabe que isso é impensável. Para Dilma, a melhor forma de aumentar a produtividade nacional é justamente investindo no trabalhador. Dilma quer qualificar o trabalhador brasileiro para otimizar a produção, por isso fez programas como o Pronatec (link is external). Isso é casamento de economia e social, coisa que os tucanos desconhecem.

E essa diferença ficou bastante evidente no debate entre Fraga e Mantega. Enquanto o conselheiro de Aécio prega que devemos a “atrair capital privado para obras de infraestrutura”, professando sua linha neoliberal, Mantega explica que o Brasil investe em infraestrutura, sim, por isso tem o PAC e políticas de subsídios e por isso fez as concessões para melhoria dos serviços públicos, mas que, acima de tudo, o foco principal do governo hoje é a educação. “Nós triplicamos ao recursos (link is external)(para educação), criamos escolas técnicas e temos o Pronatec”. Isso é revolução de verdade, por meio do ensino. Porque um país que promoveu tanta inclusão social, como o Brasil, tem que garantir que a população permaneça fora da pobreza e, como já explicou a presidenta Dilma, a chave para isso é a educação.

É fato que todos os países do mundo ainda sofrem os efeitos devastadores da crise econômica de 2008, que quebrou as maiores economias mundiais e desempregou mais de 100 milhões de pessoas. Apesar das grandes proporções da crise, o Brasil sofreu muito pouco os seus efeitos, porque construiu, ao longo dos governos Lula e Dilma, uma economia sólida, que permitiu que criássemos empregos e gerássemos renda eum ritmo de crescimento. Guido Mantega, o ministro da Fazenda do governo Dilma, explicou que “é difícil crescer quando não há comércio internacional. Se você pegar o crescimento do Brasil, de 2008 a 2013, dentre os países do G-20, somos uma das economias que mais cresceu (link is external)”.

Enquanto eles continuam afirmando que o modelo vigente não deu certo, a gente tem muito resultado positivo pra exibir. Como bem disse o Ministro Guida Mantega, ao fim do debate, “a crise afetou menos o Brasil e nós chegamos ao final dela com uma economia muito mais sólida do que no passado”. Isso, para o Ministro, permite que prestemos atenção a um novo ciclo de desenvolvimento, por meio de investimentos em infraestrutura e do foco em educação. Assim, o Brasil retomará o seu ritmo de crescimento alinhado com a inclusão social. Essa é a visão política de um bom governante. Porque esse discurso tucano que gosta de falar de riscos, investimentos, privatizações, arrocho salarial e desemprego não soa nada bem para os brasileiros.








Os lobos de Wall Street
querem o Planalto.
Por: Antonio Lassance

Guido Mantega (PT) defende valorização do salário e mais empregeos.
Armínio Fraga (PSDB) afirma que "salário mínimo do PT está muito alto!"
E depois os tucanos reclamam de que
Aécio Neves é conhecido pela alcunha de Arrocho Neves.


Armínio Fraga tem em seu currículo ter dado o maior cavalo de pau que a economia brasileira já viu, quando era presidente do Banco Central.


Concordemos ou não com a atual política do Banco Central do Brasil, ela tem pelo menos um elemento positivo: sua condução está a cargo de um servidor de carreira do próprio BC, Alexandre Tombini. Equivocado ou não, ele não é uma raposa tomando conta do galinheiro.

Seus predecessores, Henrique Meirelles e Armínio Fraga, eram cortadores de cebola na cozinha do sistema financeiro internacional. Serviam de bandeja, com os cumprimentos da casa, os pratos quentes da política monetária, feitos para agradar o paladar e encher o gigantesco estômago do rentismo com toneladas de dinheiro sangrado dos cofres públicos, por meio da política de taxas de juros despudoradas.

Armínio Fraga tem um agravante em relação a Meirelles. Além de ter feito o que o mercado financeiro dele esperava, sempre esteve à disposição para servir de leão de chácara dos interesses eleitorais do PSDB no meio das altas finanças.

Mais uma vez, ele se coloca em público para cumprir esse papel. Em troca, tem uma nota promissória assinada pelo candidato tucano, Aécio Neves, que promete levá-lo ao Ministério da Fazenda, caso chova canivete e o PSDB conquiste as chaves do Planalto.

Fraga foi o principal responsável pelo cavalo de pau na economia em 2002, quando levou investidores e empresários ao pânico com o terrorismo criado contra a perspectiva de uma vitória de Lula.

Nesta campanha, os movimentos da bolsa e do dólar, que oscilam claramente ao sabor dos interesses dos especuladores na campanha eleitoral, mandam um recado claro: se a oposição vencer, eles faturam.

Fraga tem em seu currículo números acachapantes para mostrar. Sua gestão à frente do BC deixou a inflação fora da meta, com a projeção anual acima de dois dígitos, e dólar a quase R$4,00. O risco país, avaliado pelas agências indicava um Brasil de cócoras.

A herança maldita recebida em 2003 tem as digitais de Armínio Fraga. E ele está pronto, mais uma vez, a dar sua contribuição. Suas declarações à imprensa do mundo inteiro e seus alertas aos grandes investidores internacionais são feitos sob medida para dar um empurrãozinho e levar o nome do Brasil à lona.

Os que dizem defender a “independência”  do Banco Central, que pregam amor à responsabilidade com as contas públicas e proclamam seu zelo ao controle da inflação não se fazem de rogados. Preferem, para o comando da instituição, um cabo eleitoral do PSDB. Alguém que, em um ambiente movido por expectativas, faz questão de soltar os lobos para caçar.

O mundo das finanças não esconde sua satisfação em ter um dos seus como interlocutor na campanha oposicionista. Aliás, não haveria sequer o menor escrúpulo em colocar o próprio “Lobo de Wall Street” para cuidar da política monetária.

Quem, melhor que os lobos, para fazer bem o serviço de glamourizar a ganância, chamando a isso de responsabilidade fiscal? Quem, melhor que os lobos, para depenar o país sem ruborizar de vergonha e com a sensação de dever cumprido?

Neste filme, o PSDB não passa de um reles coadjuvante. É, no muito, um Cavalo de Troia em cuja barriga estufada se acomodou a tropa do rentismo.

Cada vez mais esganiçados, os financistas esperam o momento oportuno para serem expelidos dessas entranhas obtusas, abrir os portões e declarar aberta a temporada de espólios.

Aécio finge ser candidato à presidência. Quando prometeu encontrar uma solução para acabar com o fator previdenciário, foi surpreendido, no dia seguinte, por uma entrevista de Fraga que alfinetava a todos os candidatos, sem exceção. O garoto propaganda da alta finança reclamou nunca ter visto uma campanha tão "populista" — sem poupar ninguém.

No dia seguinte, Aécio desmentiu a si próprio. Disse que não havia prometido acabar com o fator previdenciário, e sim, estudar alternativas para ver se seria possível, quem sabe um dia… e por aí vai.

Ficou claro quem é que manda?


Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?%2FColuna%2FOs-lobos-de-Wall-Street-querem-o-Planalto%2F31957





O PSDB e a república dos bananas.
Por: Flávio Aguiar 

Estudo de caso freudiano poderia explicar situação em São Paulo

Há gente que deseja mesmo que o Brasil se torne uma república dos bananas. Por exemplo, reelegeram maciçamente o Alckmin em São Paulo.

O Brasil é diversificado demais para poder ser enquadrado na expressão “banana republic”. Tecnicamente, a expressão descreve "um país politicamente instável, cuja economia depende largamente de um produto de exportação de fonte limitada, com classes sociais estratificadas, incluindo uma grande classe trabalhadora empobrecida, e uma plutocracia governante de elites empresariais, políticas e militares". Estou citando a Wikipédia a respeito.

Mas trocando em miúdos, já fomos uma “república do café”. Apesar do tamanho, caberíamos na definição acima dada. Aliás, república do “café com leite”, a República Velha, oligarca, anti-democrática, anti-povo, onde  “a questão social era uma questão de polícia”. Um modelo a ser seguido, se acreditarmos no repúdio pessedebista à "era Vargas", que vai para trás, não para diante.

Mas o PSDB e sua atual candidatura quer nos transformar numa “república de bananas”, isto é, gente crendeira, supersticiosa, que acredita em miragens e por isto fica sem iniciativa, segundo o Houaiss (o dicionário).

Por exemplo, vamos tomar a questão da reeleição. Assunto polêmico! FHC negociou – quer dizer, comprou – a reeleição, como projeto para se reeleger. Agora Marina exige o fim da reeleição, e Aécio promete no programa – sim, mas para 2022, quer dizer, para depois de dois possíveis mandatos seus... É um convite para bananas, ou não é?

Vamos a outro espinhoso problema: Marina, que afia os dentes para apoiar Aécio, propalava a “independência” do Banco Central. Esta tese – furada – vai ao encontro da propalada “tecnicidade” das decisões do BC. Quem acredita nisto? O PSDB sempre apostou numa taxa elevada de juros para beneficiar o capital rentista, em detrimento do crédito para a população. Quem quiser que conte outra. Só banana acredita nisto.

Segurança? Li um comentário de um comerciante no Rio que iria apostar no Aecio porque era preciso dar duro na criminalidade. É um destes comentários que não leva em conta que o Brasil tem 27 polícias estaduais, inclusive as militares, mais a do DF, e que é preciso uma política de ampla, geral e irrestrita melhoria social, com pleno emprego, escola para os mais jovens, etc., para enfrentar o problema da segurança. E precisa melhorar a formação dos policiais. O PSDB vai fazer isto? Ora, pergunte ao Armínio Fraga, para quem um aumento do desemprego faria bem para o Brasil, pressionando os salários para baixo e tornando o país mais competitivo. Veja a polícia do Alckmin... Uma proposta digna de quem se considere banana para acreditar.

Bom, aí vem a propalada “ideologização da política externa” de que o PT foi campeão. Ora, a diversificação de nossas relações externas só nos podem fazer bem, ampliando mercados, alianças, vetores para o futuro como o novo banco internacional projetado com os demais BRICS. Ah não, dizem os arautos do PSDB: vamos considerar que a “política externa brasileira foi superdimensionada” ( o que será que isto quer dizer?), vamos voltar ao que era antes não no quartel do Abrantes, mas no quartel das nações responsáveis pela quebradeira mundial, Estados Unidos e Zona do Euro, e de cabeça baixa e contrita. Melhor “ideologização da política externa” impossível, boa para bananas

E aí chegam os temas da reforma política e do combate à corrupção. Alguém acredita que o PSDB vai promover uma reforma política? Só se for banana. A passada aliança e ainda presente do PSDB com o DEM que o diga.

Combate à corrupção? Compare os números das ações da Polícia Federal durante os governos do FHC e os de Lula e Dilma. Sem ser membro efetivo da OCDE (Organização para a Cooperação pelo Desenvolvimento Econômico), mas convidado, o Brasil preside a sua comissão de combate à corrupção. O programa federal do Brasil de combate à corrupção mereceu elogios e é citado como exemplo pela ONU. Engolir a pecha de que o PT é o ovo da serpente da corrupção no Brasil e que o PSDB vai dar um jeito nisto é coisa de banana. Quem quiser que engula.

Alguém aí acredita que o PSDB vai melhorar o tratamento do meio- ambiente, da questão indígena, dos quilombolas. Só banana...

Enfim, por aí se vai. Mas há gente que deseja mesmo que o Brasil se torne uma república dos bananas. Por exemplo, reelegeram maciçamente o Alckmin em S. Paulo, o governador que está sequestrando o sistema hídrico do estado, e ainda elegeram o Serra senador, o cara que prometeu ficar na prefeitura até o fim do mandato e saiu de fininho pela porta dos fundos para disputar outro cargo.

Haja banana!






Confira também:


FHC (PSDB) insulta pobres, nordestinos, petistas, aposentados... E incita ódios (de classe, étnico, cultural etc.)

Sonegação dos ricos é 25 vezes maior que corrupção nos países em desenvolvimento. Por: Marcelo Justo

Nenhum comentário:

Postar um comentário