terça-feira, 3 de junho de 2014

Bertolt Brecht – Histórias do Sr. Keuner




Bertolt Brecht – Histórias do Sr. Keuner

Camarada Brecht




O Sr. K numa habitação desconhecida

Entrando numa habitação desconhecida, o sr. K. procurou ver apenas, antes de se recolher, onde eram as saídas da casa. Perguntado sobre isso, respondeu, sem jeito: Este é um hábito antigo e penoso. Eu sou a favor da justiça; por isso é bom que a casa onde estou tenha mais que uma saída”.


O escravo de seus fins

O sr. K fez as seguintes perguntas:
“Toda manhã meu vizinho ouve música no gramofone. Por que ele ouve música? Porque faz ginástica, eu soube. Por que faz ginástica? Porque precisa ter força, dizem. Para que precisa ter força? Para derrotar seus inimigos na cidade, diz ele. Por que tem que derrotar seus inimigos? Porque quer comer, eu soube”.
Depois de saber que seu vizinho ouvia música para fazer ginástica, fazia ginástica para ser forte, queria ser forte para matar seus inimigos, matava seus inimigos para comer, ele fez a sua pergunta: “Por que ele come?”.


Conversas

“Não podemos mais conversar um com o outro”, disse o Sr. K a um homem. “Por quê?”, perguntou ele assombrado. “Em sua presença não me ocorre nada de sensato”, queixou-se o Sr. K. “Mas isso não me incomoda”, disse o homem para consolá-lo. “Acredito”, disse o Sr. K. irritado, “mas a mim incomoda”.


Irritação e ensinamento

“É difícil ensinar aqueles com quem estamos irritados”, disse o Sr. Keuner. “Mas é muito necessário, pois são os que mais necessitam.”


[Aquele que pensa e o falso aluno]

Um falso aluno foi ao Sr. Keuner, o que pensa, e lhe contou: “Na América existe um bezerro com cinco cabeças. O que o senhor diz sobre isso?” O sr. Keuner respondeu: Não digo nada”. Então o falso aluno se alegrou e disse: “Quanto mais sábio o senhor fosse, mais coisas poderia dizer sobre isso”.
O estúpido espera muito. O que pensa diz pouco.


Harmonia com as coisas

"Quando estou em harmonia com a coisas", disse o sr. Keuner, "eu não compreendo as coisas, elas me compreendem."


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Brecht, sobre determinados juízes



Juiz

"Muitos juízes são absolutamente incorruptíveis; ninguém consegue induzi-los a fazer justiça."





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