quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Estados Unidos e ave de rapina. E vice-versa.




Estados Unidos e ave de rapina. E vice-versa.


"Do alheio é mais barato!"


Não é mera coincidência que um dos símbolos mais representativos dos Estados Unidos seja uma águia. Ave de rapina.

Com o imperialismo estadunidense espalhado pelo mundo, bilhões de pessoas e dezenas de países são tragados pela voracidade e apetite pantagruélicos, tornando secularmente reféns os sonhos e esperanças de países atados aos interesses e desígnios do parasita global. Dotado de armamentos (bélicos e financeiros) cujas potências podem aniquilar o planeta dezenas de vezes.

O consumismo desbragado e em larga escala na pátria do capitalismo é financiado pela manutenção da miséria e trabalhos aviltados e análogos à condição de escravidão para permitir um modo de vida inconsequente, antiecológico e insustentável.

A única forma de viabilizar a continuidade do disparate, incensado por midiotas como “exemplaridade”, é eternizar condições medievais de trabalho e de vida de bilhões de seres humanos, com o agravante de fomentar e ter como corolário a ampliação da sujeição às mais ignóbeis formas de precariedade e desassistência num planeta dotado de tecnologia para extirpar, caso os critérios fossem a justiça e a equanimidade, quaisquer resquícios de fome e doenças que há muito tempo deveriam ser extintas.

Como exemplo, verificamos as inúmeras guerras motivadas por interesses econômicos (e mascaradas como religiosas, étnicas etc.) promovidas pelos EUA. Reservas petrolíferas alheias são apropriadas sem pudor. Em nome da “segurança mundial”. Como a prometida paz não é alcançada, novas guerras se iniciam para cumprir “definitivamente” o compromisso anterior. E assim toca a orquestra a armadilha repetida ad nauseam.

Convenhamos que rapinar o mundo é mais barato do que trabalhar para ter aquilo de que se necessita. É módico fazer bloqueio de mais de 50 anos a Cuba e receber (sem quaisquer investimentos em educação e saúde) médicos, engenheiros e geneticistas formados na ilha para “serem livres em Miami”. Profissionais dos mais diversos setores, de latitudes e longitudes tão díspares do planeta, são seduzidos com a ladainha. A cantilena e a pirataria são rebatizadas de “luta pela liberdade e dos valores da livre iniciativa”.

Trabalhadores qualificados, prontos para o serviço. Uma pechincha!

É uma ninharia estimular a evasão de cérebros em outros países e trazê-los para os EUA sem que se tenha erguido uma pré-escola, uma escola fundamental ou de ensino médio. Sequer uma de ensino superior e suas especializações, mestrados e doutorados.






Sistematicamente roubar o esforço e se aproveitar das fragilidades alheias, de seus recursos (materiais e humanos) e ainda apresentar como obra benemérita o conjunto da extorsão parece ser o roteiro apreciado por sucessivos governos do império, cujo filme entediante e repetido ao longo de décadas supõe a “naturalidade” de tal processo histórico.


Mudanças

Recentemente, o Brasil e outros países começaram a demonstrar ao mundo que é uma situação inadmissível.

A Petrobras não tornou-se Petrobrax (como desejavam demotucanos, sequiosos de entregar à Chevron (EUA) a gigante brasileira e as reservas trilionárias do Pré-Sal).

Nosso passaporte e garantia de um futuro promissor e de dignidade seriam trocados na bacia das almas, por menos de trinta moedas, caso o povo brasileiro tivesse mantido no poder a coalizão conservadora (PSDB, DEM, PPS e congêneres) que quebrou o país três vezes, levando-o à humilhação de se rastejar para pedir esmolas ao FMI, cuja contrapartida foi a privatização selvagem e criminosa efetuada pelos porta-vozes de endinheirados em postos de comando do poder governamental.

O Brasil não quer mais racionamento de energia (governos FHC) e trensalão (bilhões em propinas, trens sucateados, malha metroferroviária pequeníssima para as dimensões de São Paulo, filas e problemas enormes e frequentes), impunidade e trocas de gavetas no Ministério Público, máfias (do ISS, do IPTU, dos Sanguessugas etc.). 

Basta de seletividade de Joaquins Barbosas e Gilmares Mendes e seus showzinhos de barbaridades e afrontas à Constituição, malabarismos, arbitrariedades e habeas corpus produzidos em série para livrar o “médico” Roger Abdelmasin, o banqueiro Daniel Dantas e outros “colarinhos brancos”.

Chega de pagar juros estratosféricos porque rola-bostas martelam na Rede Globo, na Folha, no Estadão e na Veja que “o mundo vai acabar” caso não sejam atendidas as chantagens de rentistas parasitários que escorcham sem limites o trabalho e o sangue do povo brasileiro.

Pelo fim do oligopólio da mídia e de seu receituário de “fazer a lição de casa”, ou seja, entregar tudo aos barões nacionais e estrangeiros.

Vamos em 2014, mais uma vez, avançar e afastar pelo poder do voto esses pregadores do caos e seus vaticínios apocalípticos.

“O mundo vai acabar!”, dizem os visionários do porvir.

 É verdade! Mas será o mundo do medo, da desesperança que será soterrado pela alegria e a coragem dos brasileiros que se livrarão dos representantes do atraso.


Queremos mais:

Mais Médicos; 

Minha casa, Minha Vida;

Aumento real do salário mínimo;

Lei de meios (democratização da mídia);

Imposto sobre grandes fortunas (distribuição e desconcentração de rendas);

Educação e saúde de qualidade;

Oportunidades para todos. 

E muito mais humanização e consciência política.




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