domingo, 8 de dezembro de 2013

Nelson Mandela e a hipocrisia da mídia



Nelson Mandela e a hipocrisia da mídia

  Nelson Mandela encarcerado com apoio dos EUA, do Reino Unido etc.


CIA foi decisiva para a
prisão de Mandela em 1962 


Agente infiltrado no Congresso Nacional Africano (CNA) deu todas as informações à polícia sul-africana, segundo o The New York Times. 

O The New York Times revelou em 1990 que a CIA desempenhou um importante papel na prisão de Mandela em 1962. A agência, usando um agente infiltrado no Congresso Nacional Africano (CNA), deu à polícia sul-africana informações precisas sobre as atividades de Mandela. Segundo o diário norte-americano, um agente da CIA relatou: “Entregamos Mandela à segurança da África do Sul. Demos-lhes todos os detalhes, a roupa que ele estaria a usar, o horário, o exato local onde ele estaria”.

 
Thatcher e a terra do faz de conta

Em 1987, quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva alinhou Portugal à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos num voto contra o fim do apartheid e a libertação de Nelson Mandela, a então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher dizia: "O CNA - Congresso Nacional Africano, partido de Mandela - é uma típica organização terrorista... Qualquer um que pense que ele vá governar a África do Sul está a viver na terra do faz de conta".

 
Reagan dizia que apartheid era essencial para o mundo livre

Nos Estados Unidos, a opinião sobre Mandela não era diferente: o presidente Ronald Reagan inscreveu o CNA na lista de organizações terroristas. Em 1981, Reagan disse que o regime sul-africano – o regime do apartheid – era "essencial para o mundo livre". Reagan explicou à rede de TV CBS que o seu apoio ao governo sul-africano se devia a que “é um país que nos apoiou em todas as guerras em que entrámos, um país que, estrategicamente, é essencial ao mundo livre na sua produção de minerais.”

 
Mandela precisava de autorização especial para entrar nos EUA

Só em 2008, Mandela e o CNA deixaram a lista americana de organizações e terroristas em observação. Até então, Mandela precisava de uma permissão especial para viajar para os EUA.

Outro país que se manteve ligado ao regime segregacionista sul-africano foi Israel. Durante muitos anos, o governo israelita manteve laços económicos e relações estratégicas com o regime do apartheid. Nesta sexta-feira, o governo israelita lamentou a morte de Mandela afirmando que o "mundo perdeu um grande líder que mudou o curso da história" e que ele foi um "apaixonado defensor da democracia".

 
“Eu também era um terrorista ontem”

Em entrevista ao jornalista Larry King em 2000, o próprio Mandela falou sobre esta mudança de tratamento. "É verdade. Ontem, chamavam-me terrorista, mas quando saí da cadeia, muitas pessoas me abraçaram, incluindo os meus inimigos, e é isso que digo habitualmente às outras pessoas que dizem que os que lutam pela libertação dos seus países são terroristas. Digo-lhes que eu também era um terrorista ontem, mas, hoje, sou admirado pelas mesmas pessoas que me chamavam terrorista”.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/CIA-foi-decisiva-para-a-prisao-de-Mandela-em-1962/6/29744



Participe da Enquete



Jornais que apoiaram a ditadura militar de 1964, emprestando seus carros para que vítimas do regime fossem levados ao DOI-Codi, onde seriam torturados, devem ser punidos?


Seus donos devem prestar contas à Comissão da Verdade?




Confira também:

As jabuticabas constitucionais do Supremo - Por Wanderley Guilherme dos Santos

Dr. Toicinho, CEO do PIG desde 1939, afirma em reunião reservada do Partido da Imprensa Golpista que “crime de José Dirceu é não ser filiado ao PSDB”

Celular do PCC- Primeiro Comando do Capital

Avanço tecnológico tucano! PSDB pretende concorrer com a Apple lançando #iHiena45 lamentações, com o hit “Oh, dor! Oh, vida! Oh, azar!”

A escola resolve o nosso apartheid? Por: Saul Leblon

Uma bomba chamada Rede Globo

PIG protege demotucanos e afins

A lenda do soldado morto – Bertolt Brecht

Kit Privataria Tucana




Conheça como funciona a Yuan-Mind:

A Guerra de Yuan narra a história de um intrigante personagem do futuro e de um sombrio mundo de autômatos fortemente moldados e cerceados pelos meios de comunicação, cuja função massificadora é claramente ligada à concentração de um poder central nas mãos da Yuan-Mind,  empresa que controla as engrenagens do mecanismo totalizante e esmagador de Yuan.

Nenhum comentário:

Postar um comentário