segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Se deve, pague por seus crimes, Joaquim Barbosa




Se deve, pague por seus crimes, Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa e seu alter ego. E vice-versa.


1. Espetáculo midiático de prisões ilegais (regime fechado para condenados a regime semiaberto) para deleite do PIG e dos partidos de oposição. Custo da pirotecnia ultrapassa mais de R$ 50 mil com voos desnecessários, pois os réus têm direito à prisão na região de seu trabalho e domicílio, segundo as normas da Lei de Execuções Penais.

Ressarcimento aos cofres públicos dos valores gastos para atender à personalidade despótica de JB, que brinca com a democracia afrontando a Constituição. Crime de Responsabilidade.


2. Teria fraudado os autos da AP-470 e induzido os colegas a erros, omitindo documentos desfavoráveis à narrativa das oligarquias midiáticas e enxertando elucubrações sem consistência material. Arbitrariedades e despotismo sem freios impuseram lógica fascista ao julgamento, retirando-lhe os mínimos alicerces legais.

Processo deve ser anulado e o julgamento reiniciado com base legal e em provas consistentes, não em conveniências partidário-midiáticas.


3. Segundo denúncias, “comprou” apartamento em Miami por “US$ 10,00”, valendo-se de expedientes para deixar de pagar impostos com “compra” subfaturada. Criou uma "off shore" em endereço público para dar suporte ao estranho negócio. Para contar com o beneplácito silencioso da mídia, teria arrumado emprego para o filho na Rede Globo.

Crime de responsabilidade. Processo de impeachment é obrigatório.


4. Acusado de espancar a ex-mulher.

Cadê o processo referente aos crimes contra a Lei Maria da Penha?


5. Comportamento truculento e autoritário. Tratado como intocável e herói do PIG.

Até quando?



Leia também:

Destinos cruzados:

a vida de Genoíno e

a saúde da democracia

Por: Saul Leblon

 

Maturidade não é sinônimo de complacência. Afrontar o despotismo é um predicado intrínseco à vida democrática.


Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Destinos-cruzados-a-vida-de-Genoino-e-a-saude-da-democracia/29571




Um déspota de toga não é menos ilegítimo que um golpista fardado.

A  justiça que burla as próprias sentenças, mercadejando ações cuidadosamente dirigidas ao  desfrute da emissão conservadora, implode o alicerce da equidistância republicana que lhe confere o consentimento  legal e a distingue  dos linchamentos falangistas.

Joaquim Barbosa age na execução com a mesma destemperança  com que se conduziu na relatoria da Ação Penal  470.

A personalidade arestosa que se avoca uma autoridade irretorquível mancha a toga com a marca da soberba,  incompatível com o equilíbrio que se espera de uma suprema corte.

Desde o início desse processo é nítido o seu propósito de atropelar o rito, as provas e os autos, em sintonia escabrosa com a sofreguidão midiática.

Seu desabusado comportamento exalava o enfado de quem já havia sentenciado os réus, sendo-lhe maçante e ostensivamente desagradável submeter-se aos procedimentos do Estado de Direito.

O artificioso recurso do domínio do fato, evocado inadequadamente como uma autorização para condenar sem provas,  sintetiza a marca nodosa de sua relatoria.

A expedição de mandatos de prisão no dia da República e no afogadilho de servir à grade da TV Globo,  consumou a natureza viciosa de todo o enredo.

A exceção do julgamento reafirma-se na contrapartida de uma execução despótica de sentenças sob o comando atrabiliário de quem não  hesita em colocar vidas em risco se o que conta é servir-se da lei e não servir à lei.

A lei faculta aos condenados ora detidos o regime semiaberto.

A pressa univitelina de Barbosa e do sistema midiático, atropelou  providências cabíveis para a execução da sentença, transferindo aos condenados o ônus da inadequação operacional.

Joaquim Barbosa é diretamente responsável pela vida  do réu José Genoíno, recém-operado, com saúde abalada ,que requer cuidados e já sofreu dois picos de pressão em meio ao atabalhoado  trâmite de uma detenção de urgência cinematográfica.

Suponha-se que existisse no comando da frente progressista brasileira uma personalidade dotada do mesmo jacobinismo colérico exibido pela toga biliosa.

O PT e as forças democráticas brasileiras, ao contrário,  tem dado provas seguidas de maturidade  institucional  diante dos sucessivos atropelos cometidos no  julgamento da AP 470.

Maturidade não é  sinônimo de complacência.

O PT tem autoridade, portanto, para conclamar partidos aliados, organizações sociais, sindicatos, lideranças políticas e intelectuais a uma vigília cívica em defesa do Estado de Direito.

Cumpra-se imediatamente o semiaberto,  com os atenuantes que forem  necessários para assegurar o tratamento de saúde de José Genoíno.

Justificar a violação da lei neste caso, em nome de um igualitarismo descendente que, finalmente, nivela  pobres e ricos no sistema prisional, é a renúncia à civilização em nome da convergência da barbárie.

Afrontar o despotismo é um predicado intrínseco à vida democrática.

Vista ele uma farda  ou se prevaleça de uma toga, não pode ser tolerado.

A sorte de Genoíno, hoje, fundiu-se ao destino brasileiro.

Da sua vida depende a saúde da nossa democracia.

E da saúde da nossa democracia depende a sua vida.










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Moderno Dicionário Cachoeira

As manchetes do golpe militar de 1964
http://agenorbevilacquasobrinho.blogspot.com.br/2013/11/as-manchetes-do-golpe-militar-de-1964.html




 

2 comentários:

  1. Infelizmente temos um Judiciário que se agacha, do qual já havia dado mostra quando se recusou a rever a Lei da (auto) Anistia. A maioria dos ministros aceitou as teses da acusação e da mídia, erigida à condição de co-promotora da ação penal. Aceitou o fatiamento do julgamento, fatiamento das penas e até do trânsito em julgado (!). Não existe trânsito em julgado sem publicação, da sentença final, após o esgotamento da fase recursal.

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  2. Pusilanimidade cobra alto preço. Devemos impor freio imediato às arbitrariedades de Joaquim Barbosa e associados.

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