quarta-feira, 19 de junho de 2013

Agenda mínima de mudanças


Agenda mínima de mudanças



1. Tarifa Zero
Não é para reduzir em R$ 0,20. 
É para zerar!
Tarifa Zero.
Quem se beneficia do sistema de transportes?
Empresários, comerciantes e industriais. Ou seja, a classe dominante.
É justo que esta pague por aquilo que usufrui.
Mas com um serviço de qualidade e não com a compressão das pessoas em ônibus e trens, as “latas de sardinhas”.
Exige fontes de financiamento permanentes.
Por exemplo, aumento considerável do IPTU para custear a proposta.
Encontraremos vontade política para implementar esse tributo progressivo sobre a renda?

2. Regulação da mídia - Lei de meios
Imprensa oligárquica procura dar aos protestos um rumo de acordo com seus interesses. A mesma classe dominante que historicamente arquitetou e executou golpes no Brasil contra os brasileiros (1932, 1954, 1964...).
No Brasil, a mídia é concentrada (está nas mãos de 6 famílias) e há a propriedade cruzada (quem é dono de jornal tem TV e rádio também).
Exige democratizar a mídia para multiplicar os espaços e a possibilidade de intervenção.
Para ser levada adiante, a proposta implica afrontar o domínio ditatorial das oligarquias das comunicações.
A burguesia midiática aceitará a democracia?
Os setores populares têm força para cumprir esse requisito fundamental na democratização das mídias?

3. O movimento é progressista e imune à direitização?
O aparelho midiático e o ideário conservador buscam enquadrar o movimento. Datenas, Jabores, Pondés e Bonners tropeçam em suas negativas e fabricam sem mudar a gravata novas versões sobre a “virtude” dos jovens e de seus “anseios de mudança”.
Uma coisa é um movimento com infinidades de propostas difusas que não abalam o senso comum.
Ser a favor da lei da gravidade não incomoda ninguém.
Outra coisa é o instante seguinte do compasso da história em que se cobram a conta de propostas. Principalmente daquelas em que a unanimidade se ausenta e começa a ranger o motor da luta de classes.
Sim. Porque não se produzem alterações substanciais sem reclamações e de forma indolor.
Indignados sabem que a justeza de suas ideias redunda em transformações profundas na sociedade brasileira.
“Derrubar barreiras entre ricos e pobres” é lido em uma cartolina nas ruas da cidade.
Como é realizado isso concretamente?
Com distribuição de renda e transferência dos ônus do processo para as classes dominantes.
Estas ficarão paralisadas e obedientes à diretiva popular?
As forças populares entregarão a conta da utopia a frio, sem fricções?
“Lutar por um Brasil com justiça social, sem desigualdade e com oportunidades iguais para todos e todas”, está consignado em outro cartaz.
A desgraça, a concentração de renda, a crueldade das injustiças construídas com denodo e carinho por quinhentos anos no Brasil pelas classes dominantes nos trouxeram à nossa realidade de exclusão e de indignidades avassaladoras.
O nome da coisa, para quem ainda não se deu conta, é capitalismo.
É contra o capitalismo que esfola, humilha e mata secularmente que a luta deve ser travada.
Reformas radicais na educação, na saúde, na habitação; fim do latifúndio; socialização dos meios de produção; nacionalização dos bancos; fim da lei de anistia de torturadores e demais alterações para mudar definitivamente a cara do Brasil.
O gigante acordou? Revolução? É disso que se trata a luta?
Caso contrário, a montanha parirá um rato a ser postado no Facebook e similares com entusiasmo, mas sem conexão com a transformação da realidade material.

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