segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dr. Toicinho é a favor de se punir exemplarmente a corrupção. Exceto a demotucana.



Dr. Toicinho é a favor de se punir exemplarmente a corrupção.
Exceto a demotucana.

Imunidades judiciais, midiáticas etc.

Dr. Toicinho, CEO do PIG desde 1939, agradece aos serviços prestados pelos ministros do STF que rezam o catecismo contido na cartilha encaminhada via teleprompter. Reconhece o talento de alguns que teriam se superado e arrancado suspiros das oligarquias da comunicação.

Para retribuir os obséquios, aquelas autoridades jurídicas recebem, como pop stars, capas de publicações e aparecem inúmeras vezes nas telas piguianas.

Em que pesem estultices pronunciadas com ares de sapiência e a grandiloquência vazia de ministros sem substantivos e colecionando adjetivações acerca da maneira mais apropriada de bajular os interesses dos executivos das emissoras — e por isso mesmo reconhecido como um comportamento adequado e de boas maneiras —, receberão esses doutos conhecedores dos mistérios do direito (e de sua flexibilidade ilimitada para agasalhar as teses esdrúxulas e inaplicáveis a outros mortais)  o desfrute por algum tempo de onipresença na rede PIG.

Por outro lado, comentadores profissionais das empresas associadas aos detentores dos meios de comunicação se esforçam para introduzir inteligência em discursos prenhes de absurdos, contradições e nonsenses. Mas tal esforço é vão, pois a indigência é compartilhada por ambos os lados.
Afirmando ter “chegado a hora de criar um exército anticorrupção para cortar pela raiz esse mal”, o Dr. Toicinho exortou “as emissoras coligadas a produzirem editoriais sobre malfeitos alheios.” E atalhou: “Caso não existam, inventem!”

Indagado por um blogueiro independente sobre a corrupção demotucana, Dr. Toicinho empalideceu por alguns instantes. Mas logo retomou a ofensiva (após ordenar aos seguranças para enxotar o sujeito impertinente), argumentando que “as ações demotucanas, naturalmente por Direito Natural, divino e intergalático é de apreciação exclusiva daqueles que comungam receitas advindas da Casa Grande, portanto, inquestionáveis sob quaisquer aspectos”.

Finda a entrevista, e sem desconfiar que os microfones pudessem captar seus comentários a um correligionário, o CEO do PIG confidenciou a seu amigo de longa data: “A delinquência é típica dessa gente diferenciada. Nós, mestres das práticas em tornar nosso o que é alheio, gozamos de imunidade no judiciário e na mídia. Por exemplo, ter um procurador-geral amigo, que ao encontrar alguma coisa realizada por um dos nossos, nos entrega o material para a devida correção formal da papelada. Ou simplesmente para sumir com as provas e evidências. Isso é o que importa!”


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A Guerra de Yuan narra a história de um intrigante personagem do futuro e de um sombrio mundo de autômatos fortemente moldados e cerceados pelos meios de comunicação, cuja função massificadora é claramente ligada à concentração de um poder central nas mãos da Yuan-Mind,  empresa que controla as engrenagens do mecanismo totalizante e esmagador de Yuan.

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