quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Avenida Paulista, segundo um fascista tupiniquim



Avenida Paulista, segundo um fascista tupiniquim




"Para a minha avenida ser respeitada como deve,
É imprescindível lavá-la com água Perrier 2 vezes ao dia.
O mais importante é criar um cordão sanitário e expulsar a plebe que infesta o local.
Onde já se viu?

Saio do banco, depois de uma reunião da diretoria,
Todos usando Armani, Gabana e outras vestes decentes,
E sou obrigado a observar essa gente diferenciada no meu espaço.
Não é lastimável?

O pior é que essa gentalha,
Em completo despudor,
Cria situações constrangedoras para gente da minha estirpe:
Sou compelido a caminhar na mesma calçada infectada por eles.

Paciência tem limites.
O perfume barato da ralé contamina o ar da cidade.
Não há repelente ou fragrância que de jeito.
Os órgãos competentes nada fazem?

As pessoas de bens ficam acuadas.
Do nada, vem um procurador nos acusar de desvios bilionários.
Como se a gente fosse pé-de-chinelo.
Nem olham a grife no interior de nosso colarinho branco.

Vou parar por aqui.
Quem sabe, Deus atenda minhas preces
E, em seu próximo apocalipse, arrependendo-se,
Carregue essa gentinha para o seu devido lugar.

TFP e assemelhados unidos nesta corrente.
Amém!"

2 comentários:

  1. Prô a quantidade de preconceito por lá é incrível sempre sou parada por alguém reclamando de moradores de rua já que a burguesia não ver por perto a pobreza nem a miséria prova disso é a politica fascista do kassab, q fechou 8 albergues no centro de SP para "descentralizar" os moradores de rua do centro e não precisar saber que eles existem

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