quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os fantasmas dos mercados financeiros mundiais



Os fantasmas dos mercados financeiros mundiais


Espectros rondam a Europa


A Grécia é o berço da democracia aristocrática.

Mas bastou um suspiro do 1º Ministro George Papandreou, no sentido de realizar uma consulta popular para aprovar o suicídio coletivo da população, para que o mercado financeiro mundial entrasse em pânico ao ouvir falar em democracia.

“Só existem as razões dos mercados. Que história é essa de consultar a plebe?”, indagou em tom áspero um dos executivos das finanças europeias.

Restaria aos gregos apenas a resignação para aceitar o fatídico destino (Moira) receitado pelos deuses do Olimpo do cassino financeiro.

Nós, brasileiros, aqui desse lado do mundo, já ouvimos muito os mesmos sermões de autoridades bicudas sobre a iminência do caos caso os desígnios divinos do mercado não fossem atendidos de chofre.

E exatamente porque fizemos ouvidos moucos à pregação rasteira e falaciosa dos neoliberais, não nos ajoelhamos ao catecismo fundamentalista neoliberal, que pudemos sobreviver às crises mundiais subsequentes.

A democracia é incompatível com o capitalismo. Não há química entre eles. São autoexcludentes.

Ao contrário da cantilena reacionária, devemos ocupar todas as Ágoras (as praças públicas) do mundo e exigir respeito à voz do povo.


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