domingo, 13 de novembro de 2011

Bancocracia e seus tecnobancocratas



Bancocracia e seus tecnobancocratas

Na Zona do €uro, €u, banqu€iro, mando sem intermediários! Cada vez mais!


Exaustos de indicar teleguiados representantes de partidos políticos tradicionais, os banqueiros europeus resolveram destituí-los e tomar o controle direto do poder do Estado, nomeando seus pares para exercerem tarefas “técnicas”, ou seja, a capitulação completa do país aos ditames das tesourarias dos bancos.

Em meio à crise, a bancocracia impõe nos cargos executivos da Grécia, da Itália etc., tecnobancocratas confiáveis e diligentes para as árduas tarefas demandadas para atender os altos interesses dos rentistas e ignorar completamente quaisquer pretensões de mínimas necessidades das populações trabalhadoras.

Cônscios de que os protestos populares tendem a se intensificar, a banca já cogita publicamente em revogar dispositivos constitucionais que venham criar constrangimentos para a contabilidade dos usurários.

Nesse sentido, habituais instrumentos de consulta democrática seriam extintos de chofre, ou pelo menos tornados impraticáveis a partir da criação de inúmeros obstáculos que inviabilizariam a formalização de aspirações contrárias à ditadura do capital.

Como todas as máscaras foram arremessadas ao chão, não restando dúvidas sobre quais vontades serão acatadas, assistimos, agora, à repetição do clássico governo de “união nacional”, “se não o barco vai afundar” e outros embustes grosseiros.

À socapa, recolhem seus disfarces e tentam encobrir de volta os rostos e funções, dizendo-se “amantes da pátria, dos bons costumes e fiéis cumpridores das determinações infligidas pela realidade”.

Aos trabalhadores, além dos sacrifícios impostos pelos governos de cães amestrados, adicionais penas hercúleas serão apresentadas em nome do “bem do país”, a saber: aumento intragável da idade de aposentadoria, redução aviltante de salários, degradação das condições de trabalho e precarização em geral.

Aos que não participaram do butim financeiro, será, mais uma vez, exibida a longa lista de “deveres nacionais incontornáveis” para “trazer de volta a paz, a prosperidade e as coisas a seu devido lugar, como antes”.

Como em outros momentos históricos, urge barrar essa farsa grotesca e totalitária.

Não ao chicote financeiro e sua vassalagem!

Não aos campos de concentração hi-tech planejados pelos endinheirados!

Não a todas as imposturas do capital!

Em cada canto do mundo, levantaremos as vozes e os punhos para combater mais uma ridícula tentativa de salvação dos capitalistas à custa do sofrimento e morte de milhões de pessoas.



Os fantasmas dos mercados financeiros mundiais

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Palavras cruzadas além do entretenimento
http://agenorbevilacquasobrinho.blogspot.com/2011/09/palavras-cruzadas-alem-do.html

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