quinta-feira, 7 de julho de 2011

Candidata ecológica procura partido político descartável



Candidata ecológica procura partido político descartável




Ela garante que aderir a uma agremiação descartável não é uma contradição, muito pelo contrário.

As justificativas estarrecedoras saem da boca da verdóloga verborrágica com a doçura de uma Barbie.

Segundo ela, é requisito fundamental o referido partido ser passível de levar um pé a qualquer instante, pois a natureza não perdoa inadequações humanas.

Por outro lado, siglas que trocam suas letras (forma), mas mantém suas práticas (conteúdo), prosperam devido às conveniências advindas da celeridade de se acostumar imediatamente aos novos desafios.

Uma vez deflagrada a crise, chamuscando todos e tudo, o melhor é trocar a ordem das letras ou, alternativamente, criar uma inédita (na forma), produzindo vãs expectativas nos incautos.

Dever favores a banqueiros, industriais e comerciantes, não tira o sono da tagarela verde, uma vez que quem deve pode fazer caridade com o chapéu alheio, mormente quando este for público.

São os valores, diriam os apressadinhos. Com razão. Polpudos e vultosos que beiram cifras de fazer inveja em magnatas e marajás, de cá ou de lá do Oriente.

As vantagens financeiras da reciclagem de obséquios já se comprovaram plenamente satisfatórias para os beneficiários. Embora o público pagante se queixe de forma reiterada por não enxergar as coisas do mesmo modo.

Mas não tem problema. Vamos reduzir as especulações. A realidade é superior a quaisquer ficções.


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