quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sigilo eterno





Sigilo eterno





Todos têm algum segredo a ser bem preservado.
Ou apenas a pieguice que a vergonha quer afastar.
Guardamos a sete-chaves aquilo que nos parece importante.
Não importa se daqui a 5 dias ou 5 anos venhamos a rir da desimportância dele.

Todavia, não somos Matusalém.
Os dias passam e nós mesmos acabamos por contar um pouco do que estava escondido.
Ao contrário do que supúnhamos,
Não verificamos a ocorrência de abalos sísmicos em nosso interior.

Porém, homens e mulheres, na vida pública,
Não podem manter o mistério sobre suas ações indefinidamente.
“Razões de Estado” e assemelhados não podem ocultar o que se faz em nome do público,
A não ser por um tempo razoável: 20, 30, 50 anos?

O acesso de todos às decisões e circunstâncias de governantes e agentes públicos
Tende a dar transparência aos atos e maior zelo na condução dos responsáveis.
Sabemos que a impunidade é conselheira da reincidência.
Entretanto, a vigilância pode corrigir aquilo que deixou de ser inacessível.

Estado Novo, ditadura militar, e quaisquer episódios da história brasileira, expostos publicamente,
Serão fator pedagógico para nos desvencilharmos
Da herança de desmandos e arbitrariedades dos poderosos.
Prestar contas à sociedade é antídoto para o presente e o futuro contra atos repulsivos que deixarão a penumbra em breve.

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