quarta-feira, 18 de maio de 2011

Conceito liberal de liberdade



Conceito liberal de liberdade



“A minha liberdade acaba quando começa a do outro.”

Examinemos a afirmação.
Estamos acostumados a ouvi-la e ela faz parte do senso comum.
Qual é o seu real significado?
Quando pensamos em liberdade, nos aproximamos da ideia de expansão.

Mas o caso que observamos nos remete à noção de limitar.
Estranhamos porque aí encontramos um paradoxo.
Como ser livres e cerceados?
Como locomover-se de mãos e pernas atadas?

É verdade que a sociedade nos restringe.
A convivência é possibilitada pela intercomunicação.
E a civilização demarca, historicamente, fronteiras mais ou menos móveis.
Algumas são ideológicas e as superamos, pois são datadas.

Porém, a nossa liberdade só pode se expandir quando encontra a dos demais.
Ela é mais forte porque o outro também é livre e pode escolher.
Os liberais confundem liberdade com propriedade, daí a venda de mourões para as cercas diversas.
Os entraves são bastante presentes naqueles que dizem defender a “liberdade”.

Os liberais usam os termos de forma bastante peculiar.
Existem "consumidores" e "contribuintes".
Onde estão os cidadãos ativos e não-alienados?
Em que lugar as transformações podem ocorrer?

“Pode ser no layout?”, perguntam os liberais.
Intervenção do Estado na economia? “Jamais!”
“Exceto se for para defender interesses de empresários da indústria, das finanças etc.”
Esses liberais são muito curiosos...

Um comentário:

  1. Deveras interessante!
    Acabei de postar no facebook, você precisa se inserir lá também.
    Bjin,
    Queila.

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