segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

“Vivaldinos” da telefonia celular. Vivo prega peça a seus clientes




“Vivaldinos” da telefonia celular. Vivo prega peça a seus clientes


“Milagre de Natal.” Cuidado!

Vantagens e mais vantagens. São R$ 500,00 para cá, 500 mensagens SMS (torpedo) para lá. Basta associar-se à Vivo que o felizardo estará com um pé no Paraíso. Bem, pelo menos enquanto não vier a primeira fatura.

A representante da Vivo repete as promessas junto ao vendedor do magazine. Nada de explicar como se aplicam os benefícios dos descontos. Simplesmente eles estarão incorporados na “primeira conta”.

O atendente do “Call Center”, solícito, explica que não é na primeira conta que se aplicam os bônus, mas sim em conta futura. A segunda fatura também não é, ainda, a “futura”. “É preciso paciência, senhor.” Diz a funcionária, depois de 15 minutos de espera e de se ouvir a trilha sonora da empresa e anúncios de mais serviços “excepcionais”, acompanhadas da mensagem edificante: “Sua ligação é muito importante para nós.”

Letras garrafais desorientam o incauto consumidor, que acredita estar na antessala do mundo das mil maravilhas da comunicação. Falar e falar sem precisar, naquele mês, remunerar a empresa com suas tarifas exageradas. Não é preciso ir longe para identificar a distância entre a oferta de “regalias” e o fato concreto: a fatura desprovida dos descontos prometidos. "Paciência, senhor... Aguarde a conta futura.”

E o consumidor pode dormir tranquilo, porque dessa vez o “futuro” vai chegar.

Diante da conta de valor exorbitante, incitada e induzida pela propaganda sem especificações claras, o cliente chama a supervisora da central de atendimentos, pois o funcionário repete a ladainha da conta “futura”.

A supervisora é educada: “Senhor, já houve a impugnação de valores (R$ 334,10) na conta anterior (de R$ 851,17 !!!). Sua solicitação já foi atendida.”

E o bônus de R$ 500,00? E o bônus de 500 mensagens? “Não, senhor. É apenas para os que usarem de Vivo para Vivo. No primeiro mês.”

Então, tá! Explora-se a boa fé das pessoas e a conta indiscriminada apenas ordena: Pague, senão multa de 4%, mais correção etc.

Com desprezo pelo mais simples bom senso, a supervisora, após 38 minutos, anuncia a solução. “Sinto muito, senhor. Nada poderá ser feito se alguém o induziu a pensar desse modo.” Ou seja, os representantes/ prepostos da empresa fazem o serviço determinado e a empresa “não pode ressarci-lo”. Retrucando-se que se procurará em outras instâncias o atendimento a direitos contra propaganda enganosa, a gentil supervisora concede que “o senhor pode buscar seus direitos”.

Ainda somos livres. E nos deixam recorrer a nossos direitos. Que simpático!

Tipificando. Propaganda enganosa e abusiva ferem o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e o Código de Ética da Publicidade (CONAR). Não é necessário prolongar tal “ligação”. As tarifas são absurdas.

Infrações: Artigos 1º, 2º, 5º, 6º, 15, 19, 23, 27 e 37.


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