domingo, 27 de fevereiro de 2011

“Band-aid” e a mentira. A Johnson&Johnson estimula exageros


“Band-aid” e a mentira. A Johnson&Johnson estimula exageros

Garoto diverte-se com seus colegas de escola ao inventar histórias mirabolantes nas quais ele seria o protagonista. Inventa as mais descaradas mentiras, com ar de grandeza, para ostentar superioridade diante de seus companheiros. As bravatas são acompanhadas com zelo pelos circunstantes. Conta o jovem que, quando se acidenta, prontamente sua mãe lhe oferece o produto “Band-aid” para curativos.

Não é difícil perceber a dimensão que toma na cabeça das crianças telespectadoras as supostas aventuras do garoto convertido em herói. É exemplificado que o expediente da mentira pode trazer destaque social, portanto prestígio em relação aos demais. Desse modo, atos banais passam a assumir contornos de grande relevo. Todavia, sabemos que induzir as crianças a mentir para usufruir de vantagens é emular comportamentos antissociais e desguarnecer, ou mesmo dilapidar, os esforços educacionais de pais e escolas.

Nesse sentido, o fascínio de alguns publicitários por achincalhar professores é relativamente constante quando a ambientação remete ao cenário escolar. Entretanto, bastaria utilizarmos conceitos da psicanálise para desnudar as transferências e projeções de certos profissionais da propaganda.

Infrações: 1º, 5º, 6º, 15, 19, 20, 22, 23 e 37.


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