domingo, 20 de fevereiro de 2011

Alienação infantil. Os delírios provocados pela Barbie





Alienação infantil. Os delírios provocados pela Barbie


Uma menina (8 ou 9 anos) entra num quiosque de fotos instantâneas. Diante da câmara, imagina ser modelo famosa, muito requisitada e fazendo uma sessão de fotos para a propaganda do “tamanquinho da Barbie”. Em seu delírio, a menina não se dá conta da passagem do tempo, sendo alertada pela mãe de que inúmeras pessoas estariam aguardando para também utilizarem o equipamento. Voltando à realidade, a criança se entristece, pois sua mãe interrompera seu sonho. Todavia, a menina sai da cabine rebolando e toda faceira.

É constrangedor o mecanismo desta peça publicitária. A criança que calçar o “tamanquinho da Barbie” pode se preparar para o estrelato. Em tenra idade, induz-se precocemente à competição desenfreada do mundo dos adultos , uma vez que as portadoras do “sapatinho de cristal” estarão prontas para pensar que são superiores às reles mortais desprovidas de tal “maravilha”.

A ingenuidade, a inexperiência e a credulidade, próprias das crianças (artigos 23 e 37), não podem ser maculadas em razão de interesses escusos; ainda mais quando são de natureza mercantil.

Observe-se que os programas infantis, verdadeiros oásis para as agências de publicidade e para as empresas, não têm, em geral, restrições em avançar sobre este campo propício a seus empreendimentos: invadem o mundo das crianças com modelos de alienação da realidade ao se valerem dos códigos do universo infantil, como, por exemplo, animais “humanizados” e outras fantasias. Assim, burlam a boa fé e as pequenas defesas de meninos e meninas.

Infrações: Artigos 1º, 2º, 5º, 6º, 15, 19, 23, 25, 27 e 37.


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