quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E-mails falsos direto do século XV



E-mails falsos direto do século XV


Marina Silva é expressão do atraso.

Sua onda verde se resume a uma volumosa baba verde de ressentimento.

Aliás, os e-mails com acusações caluniosas que circulam impunemente, por enquanto, na internet teriam muito sentido se vivêssemos no século XV.

Para nós, do XXI, são apenas expressões da ignorância, do fundamentalismo e de uma indigência mental que ultrapassaram todas as barreiras e abraçaram o irracionalismo mais rudimentar e canhestro.


Serra liga para Gilmar e para vontação no STF, segundo a Folha de São Paulo



Gilmar acrescenta mais um capítulo em sua folha de serviços prestados ao PSDB.


A chapa Serra-Gilmar será derrotada pela população.


Falha manobra de Serra/Gilmar. População não será coagida pela dupla reacionária.


Serra pede a operadora de celular para não cobrar ligação para Gilmar Mendes. Alega que a tentativa só emplacou com o Gilmar, mas não teve êxito no resultado final do STF.


Os celulares de Serra e Gilmar são descartáveis ou dá para investigar as últimas ligações entre os dois? #pergunteaoserra

A polícia-política vai continuar a intimidar o Netinho? #pergunteaoserra



São Bernardo do Campo


28/09/2010 - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
CONTRATO DE SAÚDE É CONTESTADO
Por: Renan Fonseca (renan@abcdmaior.com.br)

Harada e Nisembaun: denúncia de processos fraudulentos na contratação da Home Care. Foto: Luciano Vicioni
Harada e Nisembaun: denúncia de processos fraudulentos na contratação da Home Care. Foto: Luciano Vicioni
Auditoria do Ministério da Saúde aponta contratação irregular; William Dib pode ter de devolver R$ 160 milhões

A Prefeitura de São Bernardo vai entrar na Justiça com pedido de devolução de mais de R$ 160 milhões gastos em contrato com a Home Care Medical Ltda. na gestão do ex-prefeito William Dib (PSDB). O Denasus (Departamento Nacional de Auditoria/SUS), ligado ao Ministério da Saúde, concluiu em julho documento que apresenta processos fraudulentos na contratação da empresa, bem como as prestações de contas da Secretaria de Saúde na época.

A auditoria (nº 7551) aponta como responsáveis pela contratação da empresa os ex-secretários de Saúde, Wilson Narita Gonçalves, Walter Cordoni, que acumulou o cargo de diretor geral dos hospitais, e o ex-prefeito William Dib. A reportagem não conseguiu contato com Gonçalves e Cordoni. O Ministério da Saúde confirmou a auditoria, mas não quis falar.

De acordo com Euclides Garroti, assessor de William Dib, não há contrato firmado entre a Home Care e o ex-prefeito. “À época, a Home Care possuía contrato com a Fundação do ABC, conveniada da Prefeitura de São Bernardo.” A advogada Elizabeth Sibinelli Spolidoro afirmou que maiores esclarecimentos serão prestados após tomar conhecimento da auditoria da Denasus.

Licitação facilitada - A Home Care foi responsável pela administração de insumos médicos e distribuição de medicamentos para o Hospital Municipal de Urgência, Hospital de Ensino e Pronto-Socorro Central. A auditoria, realizada entre 13 de outubro e 10 de novembro de 2009, sustenta que houve “montagem de processos licitatórios” durante a concorrência para gerir a rede farmacêutica municipal. “Isso implica dizer que funcionários que prepararam o processo licitatório facilitaram para que a Home Care ganhasse a concorrência”, explicou o gerente de auditoria da Secretaria de Saúde e correspondente municipal do Denasus, Nelson Nisembaun.

Além disso, não foram apresentados documentos sobre o fornecimento de medicamentos e a chegada dos fármacos ao destino. Soma-se à constatação da auditoria aditamentos de 125% no contrato com a empresa, sendo que por lei alterações do tipo poderiam ser feitas em até 25% do valor da contratação.

Formação de quadrilha - Empresários da Home Care Medical foram denunciados em 2008 por formação de quadrilha e composição de fraudes em licitações com hospitais de 29 municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. Hospitais de Mauá e São Caetano estavam na lista de denúncias.

“Os auditores recomendaram que a Prefeitura peça aos responsáveis pela contratação, os secretários de Sáude durante o período e o prefeito da época, William Dib, a devolução do montante mal administrado”, ressaltou Nisembaun. A devolução do dinheiro deve ser feita após formalização de processo na Justiça, que deve julgar o caso.

Ao todo, foram gastos R$ 160.630.140,65 durante os sete anos em que a Home Care operou o sistema farmacêutico na cidade. Com o dinheiro, seria possível construir e equipar um Hospital de Clínicas e mantê-lo por seis meses ou 29 UPAs (Unidade de Pronto-Atendimento).

A auditoria foi encomendada em 2008 pelo Conselho Municipal de Saúde. Membros do conselho explicaram que, até então, a prestação de contas do município na área não era feita de forma “clara e transparente”. O documento foi expedido para a Secretaria Municipal de Saúde em 4 de agosto e até o momento os gestores o estavam analisando. Agora, a documentação volta para as mãos dos conselheiros de Saúde, que vão discutir o assunto na próxima sessão, em 19 de outubro.

“Após a reunião, vamos encaminhar a auditoria para a Procuradoria Geral do Município e solicitar ao órgão denúncia oficial nas esferas fiscais: Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal”, anunciou o presidente do Conselho, Jorge Harada. Contudo, a Secretaria de Saúde informou que vai providenciar nas próximas semanas a denúncia em todos os órgãos citados pelo conselheiro.





Lula faz alerta contra boatos na campanha




Lula faz alerta contra boatos na campanha










quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Diante de religiosos, Dilma nega ter dito que nem Jesus a derrotaria





29/09/2010 - 14h25

Diante de religiosos, Dilma nega ter dito que nem Jesus a derrotaria

Rodrigo Bertolotto
Do UOL Eleições
Em Brasília

Após reunião de duas horas e meia com representantes evangélicos e católicos, a presidenciável petista Dilma Rousseff fez um pronunciamento, nesta quarta-feira (29), para desmentir o que o PT qualifica como "boatos" de final de campanha.

"Repudio integralmente afirmações que colocaram na minha boca de que eu usei o nome de Cristo para falar que nem ele me derrotava nessa eleição. É uma calúnia, é uma vilania", disse a petista, ao se referir ao que classificou de "campanha difamatória". "Esse boatos saíram do submundo político e são típicos de final de campanha", afirmou.


  • Nesta quarta-feira (29), Dilma Rousseff se reuniu com lideranças religiosas em Brasília

Nos últimos dias, circularam rumores, principalmente nos meios evangélicos, de que Dilma era favorável ao aborto e ao casamento de pessoas do mesmo sexo, o que já foi apontado como um dos favores da oscilação nas pesquisas de intenções de votos.

A presidenciável aproveitou a presença das autoridades religiosas para declarar que, em um hipotético governo, não pretende promover um plebiscito sobre o aborto. “É uma questão que só divide o país. E, no final, todo mundo acaba perdendo.” Ela se comprometeu que seu possível governo não seria autor de leis sobre o assunto. “O que eles me pediram é que deixasse o tema para o governo”, disse a candidata.

  • Na última semana de campanha, Dilma se encontra com lideranças em Brasília

Na reunião, que aconteceu na manhã desta quarta em seu escritório político em Brasília, a petista reafirmou valores como a liberdade absoluta de crença, cooperação na área de educação e na reabilitação de dependentes químicos em parceria com entidades religiosas, que em um eventual governo seu também desempenhariam essas funções.

Dilma voltou a se declarar contra o aborto, o que fez reiteradamente durante sua campanha. "Sou pela valorização da vida, e pessoalmente acredito que o aborto é uma violência contra a mulher".

Nessa reta final de campanha, a petista tenta não perder votos da base evangélica que apoiou os mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os boatos entre os grupos evangélicos e católicos teriam influenciado, junto com o “caso Erenice” e o clima de “já ganhou”, para o retrocesso da popularidade de Dilma nos últimos dias.

"Na reunião, me comprometi, que em caso de haver um governo meu, ele ouvirá sistematicamente os grupos religiosos. Essa parceria é estratégica para nós", disse a candidata, que se declara católica.

Ela não quis falar muito sobre as últimas pesquisas de intenção de voto. "A grande pesquisa é daqui a três dias", afirmou, ao se referir à votação do dia 3 de outubro com um erro de cálculo.



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Todos os emails falsos sobre Dilma Rousseff


Todos os emails falsos sobre Dilma Rousseff

POSTED BY SEJA DITA VERDADE ON SEPTEMBER - 27 - 2010


Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fiz uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:


A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb

A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc

O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ

Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW

Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX

Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn

Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg

Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH

Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t

Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F

Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58

Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c

Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p




Fonte: http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?p=2091



Marina e os reacionários



Marina quer trabalhar de mágica. Inventa truques para a platéia, mas nos bastidores se alinha aos reacionários.

Marina nasceu no século XX. Mas fala como se estivéssemos no XIX. Algumas de suas ideias retroagem ao XVII.


Os dez Mandamentos da Lei do PIG


O Decálogo

ou

Os dez Mandamentos da Lei do PIG


1º Amar o PIG e suas empresas sobre todas as coisas.

2º Não respeitar as outras ideias.

3º Injuriar nos dias santificados e em todos os outros dias também.

4º Desonrar pai e mãe dos outros.

5º Caluniar quem atrapalhar os negócios piguianos.

6º Difamar as boas intenções alheias.

7º Roubar sempre as obras e outras riquezas populares.

8º Falsear testemunhos para a glória do PIG.

9º Cobiçar as realizações do próximo e detratá-las.

10º Ambicionar os bens alheios, principalmente os valiosos, como, por exemplo, lutar para privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil etc.




PIG sequestra a realidade



PIG sequestra a realidade e inventa resultados favoráveis a seus candidatos nas "pesquisas" ao arrepio da lei.

Manipular é a arte a que se dedica o PIG



Manipular é a arte a que se dedica o PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Transforma jornalismo em ficção. E da pior qualidade.

Pesquisas eleitorais piguianas dão as costas à realidade e registram a opinião do proprietário do instituto.

A estatística é aposentada e emerge a distorção como maneira de enganar incautos e toda sorte de desatentos.

Números são adicionados sem cerimônia aos candidatos servis.

Acrescentam mentiras cotidianamente.

Contaminam com o ódio e a inveja.

Distribuem e-mails falsos como seus jornais.

É a imprensa Tiririca. Que a cada dia pior fica.

Mas o dia 03/10/2010 está próximo.

A prestidigitação piguiana, cada vez mais indigente, sofregamente procura inventar realidades convenientes para seus interesses.

Mas a população vai derrubar mais essa farsa.

O Brasil vai eleger Dilma 13.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Questões da semana


Editora Abril recebe R$ 34,7 milhões de dinheiro público dos tucanos. Isso tem relação com a linha editorial adotada?

Serra e Arquiruim dão tratamento especial aos professores. Polícia de choque, spray de pimenta e cassetete tucano.

Marina e Serra se encontram e ele dá uma piscada para ela. Afinidades conservadoras e bajulação recíproca.

PIG quer "liberdade" para caluniar impunemente!

O atraso é a direção de Marina. Eu quero avançar e não aceito obscurantismo. Chega de ideias retrógradas.

Marina é instrumento da mídia para forçar o 2º turno, mas será lançada à penumbra assim que não tiver mais utilidade para as oligarquias.

Marina, é triste sua ideia de se alinhar aos setores mais reacionários e virar porta-voz, mesmo que involuntária, dos interesses do PIG.

Marina, você é contra o evolucionismo no currículo escolar? Você quer voltar para o século XVII?

Marina e Serra são a dupla da regressão. Vamos avançar com Dilma.


domingo, 26 de setembro de 2010

Para Marina Silva



A candidata de Lula é Dilma.

No debate desta noite na Record pudemos ver um retrato acabado de Marina Silva: despeito, rancor e ressentimento.

Ela se sente preterida. Quando sequer foi cogitada.

Tanto ódio e inveja não a levarão a nada, Marina.

Tenha um pouco de humildade e deixe sua arrogância para descansar por um bom tempo.

Não deixe que a baba verde da inveja a corroa.

Não será dessa vez. Mas mantenha a dignidade e saiba ser uma boa derrotada. Pois, se seguir na trilha em que está, como ingênua útil das oligarquias da comunicação, vai suceder-lhe o mesmo que passará com Serra. Vocês dois serão lançados ao mais profundo ostracismo, porque deixarão de ser necessários ao movimento conservador que lhes dão respaldo.

Tenha um pouco de fraternidade no coração e não apenas nas palavras vazias entoadas sem conteúdo verdadeiro.

Lembre-se de que a soberba que a embriaga em nada contribui para lembrarmos a imagem edulcorada que sua propaganda tenta, de maneira vã, convencer-nos de sua pessoa.

Discernimento sem presunção.

Seja feliz!




PIG surta e inventa realidades convenientes




Enquanto o Datafolha, Serra e similares surtam, imaginando hipotética virada, a História vai mostrar a realidade e o tamanho das distorções piguianas.

Ainda mais porque a tinta usada nos jornais piguianos morre de vergonha todos os dias.


Ostracismo poliglota



Ostracismo poliglota.

FHC vai chorar em todos os idiomas sua condição de ostracismo.

Democracia X Oligarquias da comunicação



A democracia é diametralmente oposta aos interesses do PIG.

Viva a mudança!

Viva o Brasil que vai garanti-la nas urnas apesar das oligarquias da comunicação.

Quem tem medo da democracia? - artigo de Emir Sader



Quem tem medo da democracia? - artigo de Emir Sader



O momento mais trágico da história brasileira – o do golpe de 1964 e da instauração do pior regime político que o Brasil já teve, a ditadura militar – foi o momento da verdade da democracia. O momento revelou quem estava a favor e quem estava contra a democracia. E quem pregava e apoiava a ditadura. Foi um divisor definitivo de águas. O resto são palavras que o vento leva. A posição diante da ditadura e da democracia, na hora em que não havia outra alternativa, em que a democracia estava em risco grave – como se viu depois - foi decisiva para definir que é democrata e quem é ditatorial no Brasil.

Toda a velha imprensa, que segue ai – FSP, Globo, Estadão, Veja – pregou e apoiou o golpe militar, compactuou com a destruição da democracia no Brasil e enriqueceu com isso. Compactuou inclusive com a destruição da Última Hora, o único jornal que sempre resistiu à ditadura. O mesmo aconteceu com a maior parte da elite política da época - uma parte da qual ainda anda por aí, quase todos dando continuidade ao mesmo papel de inimigos da democracia, mesmo se disfarçados de democratas.

A história contemporânea é continuação daquela circunstância e da ditadura que ela instaurou. Se o amplo apoio ao governo Lula provêm, no essencial, em ter, pela primeira vez, diminuído a desigualdade, a injustiça e a exclusão social no Brasil, isto se deve, em grande parte, à monstruosa desigualdade que o modelo implantado pela ditadura – fundado na liberdade total ao capital e no arrocho dos salários, acompanhado da intervenção em todos os sindicatos – promoveu.

Da mesma forma que a polarização atual da política brasileira se centra de novo em torno da alternativa democracia/ditadura. Como naquela época, ambos os lados dizem falar em nome da democracia. Como naquela época, toda aquela imprensa e parte da elite política tradicional, falam da democracia – que eles mesmos ajudaram a massacrar ao pregar e apoiar a instauração da ditadura no Brasil –, mas representam a antidemocracia, representam os interesses tradicionais das elites, que resistem à imensa democratização por que passa o Brasil.

O golpe de 1964 foi realizado para evitar a continuidade de um processo de ampla democratização por que passava o Brasil. A política econômica do governo Jango, a extensão da sindicalização – aos funcionários públicos, aos trabalhadores rurais -, as lutas populares por mais direitos, o começo de reforma agrária, incorporavam crescentes setores populares a direitos essências. Mas isso não era funcional aos interesses das elites dirigentes, comprometidas com interesses econômicos voltados para o consumo das camadas mais ricas da sociedade – a indústria automobilística era o eixo da economia – e para a exportação, em detrimento do mercado interno de consumo popular.

O golpe e a ditadura militar fizeram um mal profundo para o Brasil, mas favoreceram o capitalismo fundado nas grandes corporações nacionais e internacionais, que lucraram como nunca – entre elas os próprios grupos econômicos da mídia. A gritaria de que a democracia estava em perigo, em 1964, serviu para acobertar a ditadura e o regime mais antipopular que já tivemos.

Agora o quadro se repete, já não mais como tragédia, mas como farsa. Vivemos de novo um processo de ampla e profunda democratização da sociedade brasileira. Dezenas de milhões de brasileiros, que nunca haviam tido acesso aos bens mínimos à sobrevivência, adquirem o direito de tê-los, para viver com um mínimo de dignidade. O mercado interno de consumo popular passou a ser elemento integrante essencial do modelo econômico.

A sociedade brasileira, que era a mais desigual da América Latina - que, por sua vez, é o continente mais desigual do mundo -, pela primeira vez, começou a ser menos desigual, menos injusta. Isso incomoda às elites conservadoras brasileiras. Já não podem dispor do Estado brasileiro – e das empresas estatais – como sempre dispuseram. Os donos de jornais, rádios e TVs, já não têm um presidente da república que almoce e jante com eles, com todas as promiscuidades decorrentes daí.

Sentem que o poder se lhes escapa das mãos. Que um presidente – nordestino e operário de origem – conquistou um prestigio e um apoio popular, apesar deles. Tem medo do povo. Quando se dão conta da democratização que começou a acontecer, logo retomam os seus fantasmas da guerra fria e gritam que a democracia está em perigo, quando o que está em perigo são os seus privilégios.

São os mesmos que confundiam seus privilégios com democracia – porque assimilavam democracia com regime que protegia seus interesses -, que agora tem medo da democracia, porque sentem que perdem privilégios. Privilégios de serem os únicos formadores de opinião publica, de serem os que filtravam quem podia ocupar a presidência republica e os outros cargos públicos importantes. Privilégios de terem acesso exclusivo a viajar, a comprar certos bens, a ir ao teatro. Privilégios de decidir as políticas governamentais, de eleger e destituir presidentes.

O que está em perigo são os privilégios das minorias. O que está em desenvolvimento no Brasil é o mais amplo processo de democratização que o país já conheceu. Um processo que apenas começa, que tem que quebrar o monopólio do dinheiro (poder do capital financeiro), da terra (poder dos latifundiários) e o poder da palavra (poder da mídia monopolista), entre outros, para que nos tornemos realmente um país justo, solidário e soberano.

Quem tem medo da democracia? As elites que sempre detiveram privilégios, que agora começam a perdê-los. O povo, os que têm consciência social, democrática, não tem nada a temer. Tem um mundo – o outro mundo possível – a ganhar.



Quem é Marina Silva?



Marina é despeito, rancor e ressentimento.

Instrumento da mídia para forçar o 2º turno, vai ser lançada à penumbra assim que não tiver mais utilidade para as oligarquias da mídia.

Triste ideia a de se alinhar aos setores mais reacionários e virar porta-voz de interesses do PIG.

Mas não chore, Marina, você ganhará sua recompensa: o desprezo das pessoas comprometidas com transformações verdadeiras e favoráveis à população.




MÍDIA DEMOTUCANA SAI DO ARMÁRIO E ASSUME: O MAL a EVITAR É A DEMOCRACIA


FALTAM SETE DIAS

MÍDIA DEMOTUCANA SAI DO ARMÁRIO E ASSUME:
O MAL a EVITAR É A DEMOCRACIA

A sete dias das eleições, o jornal O Estado de São Paulo adota a sugestão feita pelo Presidente Lula que, em recente entrevista ao Portal Terra, aconselhou a mídia demotucana a assumir honestamente a defesa de seu candidato nas eleições, sem insistir na patética simulação de uma eqüidistância jornalística ausente das páginas do noticiário. A retardada coragem do jornal paulista é digna de registro. Não tanto pelo impacto residual neste pleito, mas pelo efeito espelho capaz de desmascarar simulacros equivalentes, ou piores –caso da Folha, por exemplo, que insiste em evocar a condição ‘jornalística ‘ de uma pauta em intercurso explícito com a propaganda demotucana. Há, como se sabe, uma longa fila de outros veículos agarrados ao armário das dissimulações nesse momento. Nisso se diferencia a família Mesquita ao publicar o editorial deste domingo, para dizer que, sim, sempre teve candidato na disputa sucessória de 2010. A diferença com veículos como Carta Maior, por exemplo, que registrou seu apoio a Dilma Rousseff logo no início da corrida eleitoral, não é, todavia, apenas de escala temporal. A verdade é que no caso do jornal da família Mesquita –mas também da Folha, Globo etc-- persiste uma dissimulação de fundo mesmo quando se admite o engajamento. ‘O Mal a Evitar’ , titulo do manifesto de apoio a Serra publicado pelo Estadão, vem se juntar a uma longa lista de apoios antecedentes do mesmo gênero, expressos com a mesma ressalva mitigatória pelo jornal em diferentes momentos históricos. Incluem-se nessa modalidade de ‘ação preventiva e profilática’ o apoio dado pelas convicções liberais do Estadão ao sangrento golpe desfechado em 1973 pelo General Pinochet contra o governo democraticamente eleito do socialista Salvador Allende, no Chile. ‘Mal a evitar’’, assim terá sido computado, igualmente, na complacente escala de valores liberais da família Mesquita, a derrubada do governo de João Goulart pelo golpe de 64. Por uma dessas finas ironias da história, o jornal seria uma das vítimas da ditadura que ajudou a instaurar em defesa das 'instituições ameaçadas'. Infelizmente, como sevê neste pleito, o revés foi contabilizado na rúbrica dos acidentes de percurso. Ontem, como hoje, na concepção que ombreia todos os veículos da chamada grande imprensa, o ‘mal a evitar’ será sempre a própria democracia quando passa a ser entendida como espaço de cidadania daqueles que nunca tiveram espaço na economia e na política do país. É disso que se trata, admite o editorial, quando explicita a necessidade de ceifar pela raiz o mal exemplo que Lula representa para a massa ‘hipnotizada’ (o termo utilizado por Caetano Veloso foi emprestado pelo editorialista), ao afrontar aqueles que, historicamente, sempre foram e assim pretendem continuar, tutores inatacáveis das finalidades e da abrangência da democracia brasileira.

(Carta Maior, 26-09)




A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma - Leonardo Boff


A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta. Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. O artigo é de Leonardo Boff.

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

(*) Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

FONTE:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16986


Os jornalistas tucanos, por Marcos Coimbra

Os jornalistas tucanos, por Marcos Coimbra

Quando, no futuro, for escrita a crônica das eleições de 2010, procurando entender o desfecho que hoje parece mais provável, um capítulo terá de ser dedicado ao papel que nelas tiveram os jornalistas tucanos.

Foram muitas as causas que concorreram para provocar o resultado destas eleições. Algumas são internas aos partidos oposicionistas, suas lideranças, seu estilo de fazer política. É bem possível que se saíssem melhor se tivessem se renovado, mudado de comportamento. Se tivessem permitido que novos quadros assumissem o lugar dos antigos.

Por motivos difíceis de entender, as oposições aceitaram que sua velha elite determinasse o caminho que seguiriam na sucessão de Lula. Ao fazê-lo, concordaram em continuar com a cara que tinham em 2002, mostrando-se ao País como algo que permanecera no mesmo lugar, enquanto tudo mudara. A sociedade era outra, a economia tinha ficado diferente, o mundo estava modificado. Lula e o PT haviam se transformado. Só o que se mantinha intocada era a oposição brasileira: as mesmas pessoas, o mesmo discurso, o mesmo ar perplexo de quem não entende por que não está no poder.

Em nenhum momento isso ficou tão claro quanto na opção de conceder a José Serra uma espécie de direito natural à candidatura presidencial (e todo o tempo do mundo para que confirmasse se a desejava). Depois, para que resolvesse quando começaria a fazer campanha. Não se discutiu o que era melhor para os partidos, seus militantes, as pessoas que concordam com eles na sociedade. Deram-lhe um cheque em branco e deixaram a decisão em suas mãos, tornando-a uma questão de foro íntimo: ser ou não ser (candidato)?

Mas, por mais que as oposições tivessem sido capazes de se renovar, por mais que houvessem conseguido se libertar de lideranças ultrapassadas, a principal causa do resultado que devemos ter é externa. Seu adversário se mostrou tão superior que lhes deu um passeio.

Olhando-a da perspectiva de hoje, a habilidade de Lula na montagem do quadro eleitoral de 2010 só pode ser admirada. Fez tudo certo de seu lado e conseguiu antecipar com competência o que seus oponentes fariam. Ele se parece com um personagem de histórias infantis: construiu uma armadilha e conduziu os ingênuos carneirinhos (que continuavam a se achar muito espertos) a cair nela.

Se tivesse feito, nos últimos anos, um governo apenas sofrível, sua destreza já seria suficiente para colocá-lo em vantagem. Com o respaldo de um governo quase unanimemente aprovado, com indicadores de performance muito superiores aos de seus antecessores, a chance de que fizesse sua sucessora sempre foi altíssima, ainda que as oposições viessem com o que tinham de melhor.

Entre os erros que elas cometeram e os acertos de Lula, muito se explica do que vamos ter em 3 de outubro. Mas há uma parte da explicação que merece destaque: o quanto os jornalistas tucanos contribuíram para que isso ocorresse.

Foram eles que mais estimularam a noção de que Serra era o verdadeiro nome das oposições para disputar com Dilma Rousseff. Não apenas os jornalistas profissionais, mas também os intelectuais que os jornais recrutam para dar mais “amplitude” às suas análises e cobertura.

Não há ninguém tão dependente da opinião do jornalista tucano quanto o político tucano. Parece que acorda de manhã ansioso para saber o que colunistas e comentaristas tucanos (ou que, simplesmente, não gostam de Lula e do governo) escreveram. Sabe-se lá o motivo, os tucanos da política acham que os tucanos da imprensa são ótimos analistas. São, provavelmente, os únicos que acham isso.

Enquanto os bons políticos tucanos (especialmente os mais jovens) viam com clareza o abismo se abrir à sua frente, essa turma empurrava as oposições ladeira abaixo. Do alto de sua incapacidade de entender o eleitor, ela supunha que Serra estava fadado à vitória.

Quem acompanhou a cobertura que a “grande imprensa” fez destas eleições viu, do fim de 2009 até agora, uma sucessão de análises erradas, hipóteses furadas, teses sem pé nem cabeça. Todas inventadas para justificar o “favoritismo” de Serra, que só existia no desejo de quem as elaborava.

Se não fossem tão ineptas, essas pessoas poderiam, talvez, ter impulsionado as oposições na direção de projetos menos equivocados. Se não fossem tão arrogantes, teriam, quem sabe, poupado seus amigos políticos do fracasso quase inevitável que os espera.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.