segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vila Cruzeiro, Complexo do Alemão e outros territórios



Vila Cruzeiro, Complexo do Alemão e outros territórios


As ambiguidades dos traficantes esgotam-se.

Nutriam-se do pavor que suas armas e brutalidade impunham, mas apareciam como beneméritos com suas ações supostamente sociais de auxílio à comunidade.

Amparados no medo impostos à população, os traficantes saíram do Alemão destruindo eletrodomésticos e utensílios de suas mansões camufladas.

O recado foi dado. Já que o chefão não pode usar, ninguém poderá fazê-lo. A figura do benfeitor explodiu e os mandões fugiram pelo esgoto, morada mais apropriada.

O contraste entre a vida dos soldados do tráfico, proletários, e a de seus patrões, os capitalistas do tráfico, ficou evidente em rede nacional. Há os que trabalham e os que são proprietários dos meios de produção e, por consequência, se apropriam da riqueza.

Portanto, semestres inteiros de formação de economia política foram resumidos em poucos dias e de maneira tão clara e explícita.

Territórios e armas devem estar nas mãos do Estado, que exerce preceito constitucional do monopólio da violência legal.

O consumo de drogas não pode ser banido, uma vez que continua a demanda por elas.

Políticas públicas implementadas conduzirão à paz: distribuição de renda, presença do Estado com serviços de saúde, educação, habitação, transporte etc. Ou seja, dignidade!






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