sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Um cheiro de Torquemada no ar



UM CHEIRO DE TORQUEMADA NO AR


Não eram eles os iluministas, os paladinos da sociedade do esclarecimento, a cepa mais refinada dos intelectuais da República,os arautos da Razão, da tolerância e dos valores liberais? Não eramos nós, a massa ignara e bruta, a escumalha depositária do atraso, o ajuntamento desfibrado, desprovido de outro pendor que não a vocação totalitária para rebanho adestrado pelos messiânicos, os populistas, os picaretas, os narradores do Juízo Final, bispos e bispas aspiradores de dízimo e sopradores de ignorância? Não eramos os cúmplices dos aiatolás a emprestar a mão omissa ao apedrejamento de adúlteras nas praças distantes do Irã onde Deus e o Demônio se entrelaçam nos corredores de um Estado que detém o monopólio da fé e da força? Então por que esse cheiro de Torquemada no ar que vem de dentro do Olimpo tucano? Por que a TFP se sente em casa ali de novo para ministrar --"pega e passa!"-- suas lições de como semear ódios, medos e ignorâncias contra a candidata do demônio? Em que ponto das reentrâncias iluministas se escondiam as palavras que Mônica Serra, a intelectual bailarina dos finos salões de Higienópolis e do Alto de Pinheiros, foi buscar para chantagear a alma do brasileiro pobre, cansado, de 73 anos, evangélico e vendedor ambulante, Edgar da Silva, que ao voltar para a casa deparou-se com a fina dama e depois de declarar o voto em Dilma, ouviu da esposa de José Serra a terrível maldição contra seu discernimento laico: "Ela é a favor de matar as criancinhas"

(Carta Maior defende a republica dos iguais, livres de toda opressão; 08-10)

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