sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Debate 2 - Serra



Efeitos do Derrotox 45 são visíveis no debate da Globo.

Modorrento, o candidato da direita produziu promessas mirabolantes que não encontram respaldo em suas práticas de governo.

Anuncia ser o candidato do “bem”. Não será dos “bens”? Pois o grande capital tem uma simpatia desabrida por ele.

Fala em educação, mas os professores em São Paulo conhecem o tratamento especial dispensado a eles: Polícia de choque, spray de pimenta e cassetete demotucano.

Exalta obras de Metrô, cuja expansão é lenta e medíocre. Sabemos que o México e outras cidades de menor porte têm malhas metroviárias muito mais extensas e antigas do que São Paulo.

Durante todo governo do Presidente Lula, o DEM e o PSDB disseram que o Bolsa Família era Bolsa-Esmola e que deveria acabar. Subitamente, Serra e seus correligionários passam a adotar como deles o programa social. Não é oportunismo o nome desse comportamento?

Além disso, Serra se apropria de iniciativas alheias quando se refere ao genérico, ao programa anti-aids, ao FAT e inúmeras outras paternidades duvidosas.

Quando precisa assumir suas próprias obras, a amnésia repentina assalta o candidato e ele se esquece dos salários vergonhosos que vitima mensalmente os professores, policiais, médicos e toda a grande maioria do funcionalismo.

Das dezenas de praças de pedágios erguidas e que já recolheram R$ 4 bilhões em 2010, nenhuma menção.

Sobre a insegurança pública, desconversa.

A respeito de drogas, a cracolândia, esplendidamente ampliada durante seu governo, silêncio.

Mas tem todas as soluções para o que os outros não fizeram. Sabe corrigir a todos, menos a si próprio.

Serão temas inconvenientes, Serra?

A propósito, qual é o telefone do Gilmar Mendes?



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