sexta-feira, 21 de maio de 2010

A luz

A luz

Esqui

vava-se das pessoas com andar apressado e turbulento. Quem o visse asseguraria que tinha os pés em brasas, e se indagaria: aonde irá? Por causa de um menor aceno se irritou. Procura outro caminho onde não seja incomodado. Retira-se da rua, do bairro, em seguida da cidade e, depois ainda, do país.

Mergulha sua mão no bolso, em busca da chave da nova casa. Porém, lembra-se de que havia esquecido a porta aberta, o que motivou certa apreensão.

Rigorosamente examina todos os cantos da casa na esperança de que nada esteja faltando.

Circunspecto e quase febril, fica atônito ao perceber um clarão de luz vindo da biblioteca. "Será um disco voador ?"

Com os passos não muito firmes, balbuciando algumas coisas incompreensíveis, resolve, enfim, verificar o que é "aquilo". Algumas gotas de suor nervoso escorrem na testa.

Recruta, próxima à porta, o que lhe resta de forças. Tomado de estupor, suas pernas não obedecem. "Com os diabos, o que acontece?", diz firme, procurando convencer-se de uma calma que não tem.

Uma luz incandescente fere seus olhos, quase cegando-o; em vão pretende impedir com o braço a passagem da luz, que lhe ofusca a visão.

Embriagado de pavor e ao mesmo tempo curioso, irrompe numa disparada em direção à luz.

Todavia, se encanta com sua coragem. Nota que a imensa claridade vem de "um livro. Isto mesmo, um livro".

Sentindo-se arrebatar, compulsivo, segura o livro, quase amassando-o. Sem mais abre o livro.

Entretanto, para sua perplexidade, a luz se esvai. Imediatamente ele retorna àquele estado de paralisia, sem saber o porquê disso tudo.

Quando recobra os sentidos, uma luz muito semelhante, aliás parece a mesma, chama sua atenção, desta feita, vinda de um outro livro.

Está desconfiado e curioso. Encara a luz com fúria. Este gesto, conquanto sua bravura seja grande, não se mantém por muito tempo, pois o brilho é muito intenso.

Decidido, embora cético, se aproxima do livro. Procura demonstrar, com olhar altivo e bastante formal, sua superioridade e honra, feridas.

Volta a tremer levemente, lentamente. Com um pequeno safanão, afasta o medo e se enche de orgulho. "Nada temo!", afirma feliz e seguro de si.

Abre, desta vez com suavidade, o livro emissor da luz. Esta, ao contrário da vez anterior, permanece. Encantado, esboça um longo sorriso. Entontecera de tanto contentamento.

Mas... seu sorriso, era possível entrever, já não expressava a mesma aparência de graça. Quem o visse de certo consideraria encolerizado.

A luz... como que por mágica foi se atenuando, mansamente, sem que se pudesse perceber. "Não é possível... há alguém conluiado com o diabo que me está pregando uma peça." Benzeu-se ao dizer isto.

"Terrível." Assim diria quem o visse. "Deve ser louco", talvez outros supusessem. Desvairado ia de encontro à luz que estava nos livros. Como guerreiro feroz, vencia livro após livro; mas a luz excedia sua pertinácia: brilhava num livro, sumia mas reaparecia em outro, sempre.

Ao final de alguns dias estava recostado, ou melhor, mergulhado entre os livros. Avidamente, devorou todos. Não comeu nem bebeu durante esse tempo.

Esquivava-se das pessoas com andar apressado e turbulento. Quem o visse asseguraria que tinha os pés em brasas, e se indagaria: aonde irá?

Por causa de um menor aceno se irritou. Procura outro caminho onde não seja incomodado... pois a luz o perseguia.

17 comentários:

  1. Os acontecimentos que não tem fundamentos transformam as pessoas que anseiam pelo conhecimento, o objeto desconhecido origina o medo da descoberta, desperta a desconfiança sobre o inacreditável, causa irritação quando as dúvidas não possuem conclusões, coragem para continuar a busca, entre outros. O personagem ficou inquieto ao observar que não poderia justificar aquela luz que o cercava e por não conseguir compreende-la as dúvidas sobre ela se tornaram permanentemente incomodas, rotineiras e persistentes á sua presença.

    Nome: Karoline Ferreira - 30010011
    1ºna - Psicologia

    (e-mail: karolineferreira1@hotmail.com)

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  2. os acontecimentos presentes nesse texto expressa que quando as duvias não tem respostas cousa irritação; o personagem teve coragem para continuar a busca mesmo tendo "medo".
    Mas a luz continuava presente em todos os livros e ele foi combatendo o medo mas quem visse podera dizer que estava "louco", a luz desconhecida origina medo , mas desperta nas pessoas desejo pelas descobertas...

    Nome: Vanessa Vieira de Melo 30000022
    1NA Psicologia

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  3. O texto transmite a mensagem de alguém atormentado que tenta se esquivar da realidade através da única luz que ele encontra na sua vida, que são os livros.O sentido figurado da luz aparece e desaparece através dos livros, conforme ele os devora.O texto nos mostra tambem que quanto mais vc busca o conhecimento mais ele se torna um vicio em sua vida....e na vida do personagem se tornou um vicio porque essa sede de conhecimento foi uma forma de fuga do personagem, em razao da inquietacao pessoal e da busca por um motivo para existir.

    Jessica C.Baena Fernandez RA:30004522
    1NA PSICOLOGIA

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  4. Pra mim, essa luz seria o conhecimento.
    Quando ele abre o primeiro livro, ele não está com vontade de saber sobre a luz, mas sim de onde ela vem.A partir do segundo livro ele percebe que o livro é uma passagem para a luz, e depois de "devorar" todos os livros, ele vai procurar mais fontes dessa luz.

    Klaus Mutti 1NA Psicologia

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  5. o texto mostra que a luz é o conhecimento,a luz se refere ao fato que da primeira vez ao vencer a luz ele tem uma nova visão do mundo,
    porque o conhecimento tranforma a maneira de pensar,agir.E a cada livro que ele lê,descobre algo novo,e isso se repete sem se cessar ,quanto mais ele lê um livro mais se interessa ,e quer ler outro,porque
    o conhecimento é infinito.

    TATIANA MAYUMI SUZUKI
    1 NA PSICOLOGIA RA:30007346

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  6. O texto diz respeito alguém que não quer viver totalmente alienado, procura buscar coisas novas, e o que ele mais procura para si mesmo seria o conhecimento, quanto mais ele abrange, mais ele ganha forças para adquirir, ele encontra obstáculos em seu caminho, porém, não desisti, ele quer encontrar a luz que seria o conhecimento.

    Maressa Marson 1ºNA Psicologia RA: 30008402

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. A luz, nada mais é que o nosso medo de conhecer as coisas. Tudo que é desconhecido, nos causa medo, desconfiança e até mesmo receio de se aproximar. Independente do que seja, uma pessoa, uma lugar e até mesmo um objeto, nos causa medo até o momento e m que não temos nenhum contato, quando começamos a lhe dar com aquilo, tudo fica mais fácil.
    Mas para que isso aconteçã, temos que passar por obstáculos, aprender a conhecer as coisas e não julgá-las antes. Nós não devemos ter medo ou receio de conhecer as coisas e as pessoas.
    Há muitas coisas que aparentam ser de um jeito nos nossos pensamoes, como relata no texto, mas na verdade é totalmente diferente.
    Então temos que dar oportunidade para tudo, para que possamos conhecer, e não julgar.
    Quem não dá oportunidade para conhecer, será eternamente um tolo, sem experiências.

    CAROLINE ASCENCIO 1NA PSICOLOGIA - 30008736

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. O conhecimento não é acúmulo de informação e sim competência para agir.
    Na busca incessante , na ânsia de encontrar respostas o conhecimento pode ser adquirido.
    Mas de que forma é adquirido?
    Muitos estudam e nada sabem,muitos estudam e muito sabem, muitos tentam e poucos conseguem.
    Todos podem enxergam a luz mas nem todos conseguem alcançá-la .

    Paloma B Valentino
    30000113
    1NA Psicologia

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  11. O texto se refere de uma pessoa estressada e pertubada com tudo a sua volta, A luz o envolve de uma maneira que o faz se desligar do mundo, para ele naquele momento so interessava o conhecimento e o prazer do descobrimento.
    Todos temos medo do desconhecido, e acabamos gerando um organismo de defesa. Nao podemos deixar esse medo nos impedir de conhecer e aprender.

    Graciele Pinheiro Matos 1 NA Psicologia

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  12. O texto refere-se a um homem alienado ao seu mundo, demonstrando ser seguro e forte ,e apenas uma luz faz ele ter medo, mais ao mesmo tempo que tinha medo tinha curiosidade,que fez com que ele fosse ver, o que era essa luz,parecer uma forma de conhecimeto,porém na história a luz veio até ele, mais na realidade nós que temos que ir até a luz, ou melhor ir atrás do nosso conhecimento e superar nossos obstacúlos sem medo.

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  13. Flavia Nazarko- 30012610 1NA Psicologia

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  14. Kykah! disse...

    A Luz é o conhecimento, o mundo do desconhecido, da sabedoria... Entrando em contato com a Luz, ele obteve acesso ao mundo da descoberta, do conhecimento sem limites, descobre um mundo paralelo, novo e inimaginável.

    Apesar no 'medo' do desconhecido, uma vez este ultrapassado, podemos descobrir coisas jamais antes imagináveis... 'O medo' é um dos principais responsáveis por não seguirmos em muitas coisas que podem dar certo em nossas vidas. Nos escondemos atrás dele.
    Atrás da muralha do medo, encontra-se o passo para a busca do sentido da vida, do além, dos nossos próprios limites antes inatingiveis...

    O conhecimento é a arma mais poderosa do mundo.
    Luz em nossas mentes...
    Conhecido e desconhecido...
    Limites criados pelos seres humanos.

    (Erika Hattori Martinez) - Psicologia 1NA - RA: 30000205)

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  15. O texto nos transmite como o medo do desconhecido é grande , e nos faz sentir incapaz de conhecer o que muitas vezes esta tão próximo de nós.Esta luz que é relatada no texto é o conhecimento , sendo que devemos superar alguns obstaculos , medos , mitos para conchecermos as outras coisas, sem criticarmos o que não conhecemos.Um livro pode ser apenas um passo pra compreendermos melhor a vida , a sociedade entre outas.Quando temos o dominio ou conhecimento de um determinado assunto fica muito mais facil mostrar pra o outro.Temos que ser curisos com o desconhecido , pois se nunca procurarmos saber o que munca vamos modificar ou transformar algo em nossa vida.

    Delmara Reis Gomes RA 30000652
    Psicologia 1NA

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  16. O texto relata que o personagem tinha medo e ao mesmo tempo curiosidade, em descobrir algo que jamais havia acontecido, e com isso despertou um interesse no aprender o quanto é importante compreender, o que se passa a nossa volta.

    Jacqueline Xavier
    1º NA Psicologia RA 30008656

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  17. O texto relata que o personagem tinha medo e ao mesmo tempo curiosidade, em descobrir algo que jamais havia acontecido, e com isso despertou um interesse no aprender o quanto é importante compreender, o que se passa a nossa volta.

    Jacqueline Xavier
    1º NA Psicologia RA 30008656

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