quinta-feira, 27 de julho de 2017

Como funciona a teoria do caos na prática


Como funciona a teoria do caos na prática
Teoria do caos: Ou como se apropriar do que é dos outros implantando o caos.

1. Todos/as que têm mais de dois neurônios (ops!, isso exclui patOtários e assemelhados) sabem que o Brasil sofreu um golpe de Estado.
2. Temer é o retrato de seus apoiadores (os golpistas profissionais, que se locupletam com o golpe; e os patOtários, que serão prejudicados pelas “reformas” do usurpador).
3. Muitos/as acreditam, com certa razão, que a incompetência de Temer e seus bajuladores é a responsável pelo caos que assistimos ao vivo, 24 horas por dia, desde a ascensão da guadrilha PMDB&PSDB, sem votos (sem legitimidade), ao poder.
4. Entretanto, apesar de concordarmos com o fator incompetência, amplamente identificado por analistas de diversos quadrantes, acreditamos que haja uma força gravitacional mais forte a presidir esse estado de coisas.
5. Não, leitores/as, não estamos nos referindo a forças sobrenaturais, diabólicas ou congêneres.
6. Sempre seguindo a racionalidade, para não cairmos em desvãos desnecessários e improdutivos, chegamos a conclusão distinta de demais observadores/as da realidade brasileira e de seu real significado.
7. Entendemos que as teorias mais simples são mais capazes de explicar um fenômeno do que as mais complexas.
8. Portanto, a atenção ao que é escancarado, porém utilizado em outras ocasiões como fator de distração, pode ser a chave de compreensão que buscamos para responder ao questionamento principal sobre o que ocorre no Brasil.
9. Nesse sentido, chegamos à seguinte conclusão: o caos instalado no país é produzido de forma deliberada. Antes de ficarem assustados/as e/ou incrédulos/as, acompanhem até o último item.
10. Como funciona a teoria do caos na prática? É muito fácil. Vejamos como as coisas se sucederam do golpe para cá:
10.1 Golpe de Estado parlamentar-jurídico-policial-midiático-financeiro apeou do poder uma presidenta honesta e empossou uma quadrilha, sem votos, para assaltar sem restrições o Estado e entregar as riquezas do Brasil às multinacionais (questão geopolítica colonial), que ofereceram suporte de diversas naturezas aos golpistas internos.
10.2   Destruir direitos sociais e políticos, entregar de bandeja a soberania nacional, ou seja, todas as riquezas e patrimônios do povo brasileiro.
10.3 Esses compromissos assumidos pelos usurpadores tiveram aval/beneplácito das instituições que, legalmente, estariam encarregadas de bloquear o estupro da Constituição, mas fizeram vistas grossas à passagem e marcha batida do exército imperial, diretamente, ou através de seus acólitos domésticos.
10.4 Os enormes déficits fiscais do (des)governo Temer ainda se subirão de forma ainda mais gravosa. Chegaremos em breve à insolvência e paralisia de serviços públicos numa conjuntura de depressão econômica, na qual parcelas significativas das classes médias estão se proletarizando e não terão a oferta de serviços básicos do SUS (contra os quais vociferavam) e demais atendimentos do Estado, em processo de contínuo ataque e sabotagem pelos neoliberais tresloucados e suas fórmulas mágicas de acabar com a pobreza aniquilando os pobres.
10.5 Ou seja, quando (quase) todos/as estiverem convencidos de que não há saída, os luminares de tais catástrofes, com o cinismo peculiar, oferecerão a redenção do caos por eles promovido.
10.6 Então, ouviremos em cadeia nacional, um representante das oligarquias (seus porta-vozes, por exemplo) apresentar, como salvação única e emergencial, a entrega da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, das terras, ares e mares, quer dizer, de tudo, ao Grande Irmão do Norte, que, justificadamente, em sua imensa... (imagem desloca-se para o real mandante; opção de áudio original em inglês ou dublagem):
“Afeição por esses tristes tópicos, assumirão o sacrifício de gerir aquilo que os brazucas são incapazes. É claro que haverá custos para tomarmos essas responsabilidades. O pedágio, naturalmente, conduzirá à transformação dessas terras do Sul em protetorados. E para que esse povinho selvagem seja, finalmente, civilizado, distribuiremos cursinhos de inglês online gratuitos, cuja única lição será aprender a dizer: ‘Yes, sir!’. Não é uma maravilha?”, indaga envaidecido o Tio Sam.
10.7 Teremos o coro uníssono de patOtários ecoando Brasil afora a lição gentilmente ensinada: “Yes, sir!”
10.8 O analfabetismo político tem cura. O caos foi meticulosamente planejado para, ao final, aparecer com a “única resposta” ao problema que interessa às oligarquias internacionais e suas subalternas “nacionais” em nosso território.
10.9 Não somos obrigados a passar por todas as etapas do golpe e, bovinamente, ficarmos lamentando a fascistização do país.
10.10 Vamos resistir?




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Eugênio Aragão - O Brasil só terá normalidade de volta se o golpe contra a presidenta Dilma for anulado

 

Dr. Toicinho adverte seus cúmplices sobre as tormentas que se aproximam

 



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Eugênio Aragão - O Brasil só terá normalidade de volta se o golpe contra a presidenta Dilma for anulado



Eugênio Aragão:
"O Brasil só terá normalidade de volta se
o golpe contra a presidenta Dilma for anulado."



Entrevista ao deputado Paulo Pimenta - PT/RS




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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dr. Toicinho adverte seus cúmplices sobre as tormentas que se aproximam



Dr. Toicinho adverte seus cúmplices sobre as tormentas que se aproximam


Dr. Toicinho não se conforma com o fracasso do golpe:
Desse jeito, até os patOtários vão se mancar.


Em reunião reservada, o Dr. Toicinho, CEO do PIG – Partido da Imprensa Golpista desde 1939, demonstrou profunda inquietação ao perceber que não poderia ocultar indefinidamente do conhecimento público que as sentenças inconsistentes do Torquemada, herói dos patOtários, foram encomendadas nos escritórios das organizações globalmente oligárquicas.

O revés deprimiu o barão das comunicações, que ainda desfrutava o sabor de suas vitórias arrasadoras, como, por exemplo, a:

1. Da “reforma” trabalhista, ou seja, da supressão de direitos de trabalhadores;

2. Do aumento arquigeneroso aos procuradores que não procuram tucanos e trocam de gavetas documentos para estes jamais serem encontrados, garantindo a tranquilidade das  famiglias bicudas. Por isso, tais serventuários da Casa Grande são reconhecidos como de  Grandis utilidade;

3. Do “sensacional” despertador de inverno, ducha de água gelada nas manhãs de inverno rigoroso em São Paulo, sobre moradores em situação de rua;

4. Do silêncio ensurdecedor da imprensa golpista sobre as maracutaias no Bank Boston.

E uma infinidade de delinquências e crimes gentilmente desconsiderados pela solícita “justiça” burguesa, bastião do status quo.

O líder da imprensa manipuladora advertiu seus cúmplices golpistas para o fato de que todos eles haviam “subestimado de forma demasiada a inteligência tupiniquim, pois, mesmo nos tristes trópicos onde controlamos com mãos de aço a informação, ainda não conseguimos extinguir todos os seres pensantes”.

Dr. Toicinho receia que nem os dóceis patOtários engolirão o aumento cavalar de combustíveis, aprovado para financiar a compra de parlamentares dispostos a receber prêmios em espécie por serem compreensíveis com a cúpula da quadrilha. Nessas reuniões privadas do PIG, os integrantes da escória da elite exibem, orgulhosos, seus títulos remidos do PCC - Primeiro Comando do Capital. E confessam que a manutenção da fidelidade requer continuamente novos proventos pelos serviços prestados ao Capo.

Do mesmo modo, o aumento estratosférico aos procuradores amigos de tucanos contrasta com a situação desesperadora enfrentada por dezenas de milhões de famílias desempregadas e subempregadas, bem como com as que foram atiradas em condições de precariedade com as “novas” regras trabalhistas consoantes com o século XIX.

“Meus amigos, essa historinha mequetrefe de ‘combate à corrupção’ não se sustentará por muito tempo, já que podemos iludir a muitos por muito tempo, mas não tem ‘pão e circo’ que possa sustentar isso para sempre”, vaticinou o Dr. Toicinho.

O boneco do Joãozinho “trabalhador”, prefake inflado por marketing ininterrupto, também começa a ser visto com mais realismo pelos paulistanos, cada vez mais estupefatos com a multiplicação de cracolândias e buracos nas ruas da cidade, o caos na saúde, na cultura etc. Bem como com o perceptível desmanche/derretimento da maquiagem criada pela propaganda que, a despeito de todas as evidências, forjou um modo de ocultar o João Playboy, então desconhecido da maioria dos infelizes que, inadvertidamente, entregaram um cheque em branco para o mesmo sujeito realizar, na Cracolândia, a barbárie contra pessoas indefesas e miseráveis, inclusive com a derrubada de moradia com pessoas dentro.

Por sua vez, o perdão de dívidas dos Bancos Itaú e Boston podem ser investigadas por procuradores que procuram, criando mais embaraços para a turma da bufunfa golpista.
Comentários recorrentes deram conta de que o Dr. Toicinho tomou, em poucos minutos, uma dosagem de Valium muito além da recomendada para situações tensas. No entanto, a bula parece desconhecer os tormentos ora iniciados nesta fase da vida do líder das oligarquias midiáticas.



Pesadelos do Dr. Toicinho incomodam as oligarquias à luz do dia.

 


Algoritmo de Inteligência Artificial expõe a verdade sobre sentença "do" "juiz" Moro


Professor usa algoritmo de inteligência artificial (“deep learning”) para interpretação de textos e demonstra a origem da sentença “de” Moro.


DELAÇÃO, NOTÍCIA DE JORNAL, CONDENAÇÃO: elementar, meu caro Watson! Por José Francisco Siqueira Neto [1]  


A Sentença da Ação Penal 5046512-94.2016.4.04.7000/PR, em trâmite na 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, proferida em 12 de julho de 2017, encerra uma importante fase da mais longa novela com enredo jurídico da maior rede de televisão do Brasil.

A partir de delação de um doleiro já conhecido de outras passagens da autoridade judiciária que proferiu a sentença em comento, foi desenvolvida uma trama ardilosa, indutora de comportamentos sociais de arredios a agressivos, escandalosamente destinada à desestabilização política do País, com claro protagonismo dos “inquisitores do bem” de Curitiba, por meio de uma unidade de ação entre polícia federal, ministério público e magistratura nunca antes ocorrida na história dos países civilizados e verdadeiramente democráticos.

Mesmo sem dizer ou assumir claramente, olhando em retrospectiva, não resta dúvida que muito antes do oferecimento da denúncia específica, o alvo sempre foi LULA. Não foram poucos – do início da operação até a denúncia – os comentários laterais no rádio e na televisão, enxurradas de mensagens nas redes sociais enviadas por robôs virtuais e humanos alimentando a expectativa de chegar a LULA com frases referência como “ir a fundo”“passar o país a limpo”“atingir os poderosos”.

Esse clima de laboratório foi meticulosamente montado, executado e monitorado pelo noticiário impresso, radiofônico e televisivo, com suporte substancial das redes sociais.

Tudo foi encaminhado de modo a “naturalizar” o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, anunciada em coletiva de imprensa em luxuoso Hotel, cujo ápice foi a apresentação do inesquecível power point com sinalizadores de todas as laterais em direção ao centro com a identificação de LULA.

Esse peculiar documento, contudo, é um infográfico sintetizador das informações decorrentes de papéis e gravações organizadas para conferir uma visão estruturada desse acúmulo. O resultado é a aparência, a sensação de muita evidência e prova de comportamento anormal. É o resultado máximo esperado pelos condutores das investigações e denúncias, porque causa evidente impacto.

O cenário e o ambiente estava montado para finalmente “o personagem mocinho-acadêmico- palestrante-ativista social- juiz” atuar.

A partir da denúncia começou a ser estudada a possibilidade de gerar a tecnologia de interpretação apresentada neste artigo com aplicação na Sentença da Ação Penal 5046512-94.2016.4.04.7000/PR.

Dentre as inúmeras situações e circunstâncias desse episódio que coloca em xeque a consciência jurídica do país ao desprezar os mais elementares fundamentos do Estado Democrático e Social de Direito, um aspecto – inicialmente – lateral em relação a essas agressões substanciais ao ordenamento jurídico me intrigava: a quantidade de papéis, depoimentos, gravações de voz e imagens geradas pelas apurações, vazadas ou fornecidas com precisão cirúrgica de narrativa, de maneira a manter a coerência do enredo do começo ao fim.

Observando com maior concentração esse movimento, constatei que a acusação trabalha com suporte considerável de um computador muito poderoso[2] no tratamento de muitos documentos para conferir a eles certa racionalidade discursiva.

Estava explicado como os protagonistas judiciários com intensa vida social conseguiam exibir tão eloquente produtividade.

Com esse referencial, comecei um percurso de conversas com físicos e matemáticos ligados a tecnologia sobre a possibilidade de responder ao robô da acusação, no intuito de checar a consistência da convicção do Ministério Público com os fatos.

Após uma longa rodada de nivelamento de informações, checagem de linguagem e experimentos, a ferramenta ficou pronta, testada e aprovada, um mês antes da prolação da Sentença do caso LULA.

Essa tecnologia (legal reading) é um algoritmo de inteligência artificial (deep learning) para interpretação de textos com propriedade intelectual exclusiva, registrada em 60 países. Por isso, fácil de ser auditada.

A tecnologia extrai de grandes volumes de textos, relações de causas e efeitos dos temas, conexões entre fatos, pessoas e entes que necessitariam grandes equipes, dispêndio de tempo —muitas vezes incompatíveis com os prazos processuais— e análise sujeitas a equívocos naturais de interpretação.

Essa tecnologia permite ler em segundos milhares de textos e criar uma estrutura hierárquica entre assuntos e sub assuntos, organizando todas as suas partes. Além de organizar textos, permite encontrar a relação causal entre pessoas, entes e fatos, suas conexões diretas ou indiretas, assim como o respectivo peso dado a cada uma das partes. Ao final, ela cria um mapa visual interativo (organograma) que permite em segundos a compreensão geral do conteúdo. Permite, portanto, analisar a tese lógica formulada pela parte, MP ou Juiz, para validar se o racional de suas conclusões está ancorado em fatos, hipótese ou ilações. O organograma feito pelo robô, similar ao power point, ajuda a conduzir a linha de pensamento e a tese na interpretação do magistrado.

Aplicando essa tecnologia na longa – 238 páginas, 29.567 palavras – Sentença da Ação Penal 5046512-94.2016.4.04.7000/PR, encontramos o seguinte quadro de relações diretas e indiretas:



Como se vê, em que pese o disfarce das páginas excessivas, a sentença não consegue estabelecer vínculo direto de LULA com nada, senão com o Delator. A relação direta com o Acervo Presidencial e seu Armazenamento foi descartada pelo próprio juiz por falta de provas.

Outro aspecto que merece destaque, diz respeito a Volumetria da Sentença, isto é, a proporção de citações. A Petrobrás foi citada 252 vezes, o Condomínio Solaris 75, Lula 395, Leo Pinheiro 156 e o Grupo OAS 367. Ou seja, Grupo OAS e Leo Pinheiro correspondem a 523 citações, 132% acima de Lula.

No que se refere a correlações de grupos, a Sentença enfatiza que a conexão com a Petrobras, no menor caminho se dá em nível terciário, predominando o nível quaternário, o que evidencia a incompetência da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba para julgamento do caso.




Com a relação da Petrobrás caracterizada preponderantemente de forma quaternária, a identificação de única imputação direta com a Delação -cuja legislação de regência impede sua admissão como única prova -, restou à autoridade judicial a busca de prova para afastar-se deste óbice. A saída encontrada no cipoal de floreios foi fundamentar a condenação em matéria jornalística mencionada 8 (oito) vezes na decisão. Ou seja, em prova nenhuma. Eis a representação geral:



E a específica por relevância de evidência:



A Sentença é tecnicamente frágil, em que pese a ostentação. Algumas particularidades, entretanto, devem ser destacadas. A decisão, como frisado, tem 238 páginas. O relatório vai da página 2 a 10, a fundamentação – lastreada na matéria de jornal – da página 10 a 225, o dispositivo, as demais páginas.

O curioso e verdadeiramente inacreditável é a autoridade judicial consumir aproximadamente 20% da Sentença (da página 10 à 55) para ataques políticos e ideológicos ao Réu e seus advogados de defesa, em evidente demonstração de perda completa e absoluta da imprescindível imparcialidade do julgador, sabidamente indispensável requisito do julgamento justo nos moldes preconizados pelas mais expressivas manifestações de Direito Internacional.[3]

As nulidades e defeitos processuais no caso em referência são evidentes, mas o que sustenta o movimento frequente do moinho que dá curso permanente ao noticiário para abafar as transgressões jurídicas estruturais do Estado Democrático e Social de Direito é a manipulação de matrizes tecnológicas de inteligência artificial que asseguram ao final de cada dia a vitória sobre a narrativa do processo. Assim, com fundamento em matéria de jornal condena-se LULA.



1. José Francisco Siqueira Neto - Advogado, Mestre (PUC-SP) e Doutor (USP) em Direito, Professor Titular de Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito.




Confira:

 

Brasil contemporâneo. Preencha as lacunas



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