sábado, 18 de novembro de 2017

Se a moda da Rede Globo de autoinvestigação pegar, possivelmente teremos... Jurisprudência da Rede Globo

Se a moda da Rede Globo de autoinvestigação pegar, possivelmente teremos...
Jurisprudência da Rede Globo
  
 
Direito pós-moderno e a “economia processual”:
Para que partes e outras instituições se, em alguns casos, uma resolve tudo?

#RedeGlobo se autoinvestigou e se autodeclarou inocente.
#PCC também adoraria fazer autoinvestigação de suas atividades.
#JurisprudênciadaRedeGlobo
#autoinvestigar
#autoinvestigação
Assim, até o Eduardo Cunha vira santo.


Se a moda da Rede Globo de autoinvestigação pegar, possivelmente teremos a Jurisprudência da Rede Globo:

1. Após exaustivas autoinvestigações, Jack, o Estripador, afirma que jamais fez picadinho de ninguém.

2. Após  exaustivas autoinvestigações, Temer afirma que reforma trabalhista “fará bem ao trabalhador”.

3. Após exaustivas autoinvestigações, Rede Globo afirma que “jamais apoiou a ditadura” civil-militar de 1964-1985.

4. Após exaustivas autoinvestigações, Inquisição afirma que “jamais enviou à fogueira pessoas acusadas de bruxaria ou quaisquer outras heresias”.

5. Após exaustivas autoinvestigações, Pinochet reitera que nunca mandou perseguir, torturar e matar opositores. Essa história de prisioneiros no Estádio Nacional é invenção de comunistas".

6. Após exaustivas autoinvestigações, Máfia da Merenda afirma que “tudo não passou de um engano. Jamais houve desvio de dinheiro de merenda. Imagina”.

7. Após exaustivas autoinvestigações, Al Capone se declara inocente e merecedor de indenização bilionária “por ter sido tratado, erroneamente, como mafioso”.

8. Após exaustivas autoinvestigações, máfia de deputados propineiros canalhas se autointitula a “mais honesta da face da Terra”.

9. Após exaustivas autoinvestigações, Império Romano afirma que jamais permitiu a crucificação de Jesus Cristo.

10. Após exaustivas autoinvestigações no PMDB, Temer afirma “ser perseguição” as acusações de corrupção de que ele e seu partido são alvo.

11. Após exaustivas autoinvestigações em suas memórias pessoais, o maior serial killer do planeta reiterou que as mortes a ele atribuídas “são invenções de inimigos. Nunca matei uma mosca”.

12. Após autoinvestigação em suas malas de dólares recebidas da Odebrecht, Aécio concluiu definitivamente que “não havia propina nenhuma, apenas fotos de suas baladas”. Agora, o senador quer indenização.

13. Nazistas fizeram autoinvestigação em suas unidades e sobre todos os seus atos e concluíram que não houve perseguição ou mortes de judeus. “Essa história de Holocausto é mentirosa e delirante”, reafirmou Mengele.

14. Após autoinvestigação em suas inumeráveis malas lotadas de dinheiro, Geddel negou que se tratasse de propina e que a montanha de dinheiro era “brinquedo do jogo Banco Imobiliário. Coisa de criança. Inofensiva. Posso voltar pra casa?”.



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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Diálogo sobre a teoria do quem não tem prova caça com fato (III). Por Flávio Aguiar



Diálogo sobre a teoria do quem não tem prova caça com fato (III). Por Flávio Aguiar.

 Direito pós-moderno: arbitrariedades ilimitadas.

O mesmo tribunal de sempre. Juiz, Escrivão e…

Juiz - Já liquidamos com Jeová e com o Espírito Santo. Que venha o próximo!
Escrivão, abrindo a porta - Meu Jesus!
Jesus - Eu mesmo!
Escrivão - Me perdoe, estou só cumprindo ordens…
Jesus - Não se preocupe. Naquele tempo, os centuriões romanos e os marteladores de pregos na cruz me disseram o mesmo. E eu os perdoei…
Juiz - Nome?
J - Jesus.
Juiz - Jesus de quê?
J - Jesus de Nazaré.
Juiz - Nazaré Paulista?
J - Não, da Palestina.
Juiz - O senhor é palestino?
J - Bem, eu nasci lá…
Juiz - Escrivão, anote aí: suspeito de terrorismo.
J - Mas eu sou judeu.
Juiz - É verdade?
J - Na Bíblia diz que minha mãe descende da Casa de Davi.
Juiz - Afinal, o senhor é judeu, ou palestino?
J - Ambas as coisas. Além disto, sou de todas as partes: africano, brasileiro, japa, se brincar sou até pinguim da Antártida…
Juiz - Escrivão, anote aí: o elemento se declara apátrida. Perigoso. Mas me diga uma coisa: é verdade que o senhor multiplicava pães e peixes? E transformava água em vinho?
J - Sim, mas foi uma única vez…
Juiz - Quanto o senhor cobrava nestas operações? Quem lhe pagava? O Lula? O Vaccari?
J - Não sei do que o senhor está falando.
Juiz - Anote aí, Escrivão: o suspeito não colabora.
J - Mas eu não posso falar do que não sei.
Juiz - Mas o senhor não é Deus? Não é onisciente? Não sabe de tudo?
J - Olhe, é que eu tenho um lado humano, sabe, e eu gosto desta minha incarnação…
Juiz - O senhor é acusado de ser comunista. De pregar a igualdade entre pobres e ricos.
J - Quem disse isto?
Juiz - Um correligionário seu, o finado presidente Suco Chávez, da Valenzuela. Ele declarou aos berros, no Fórum Social Mundial: “voy ahora hablar del primer socialista del mundo, el hombre de pelo largo, Jeeesú Cristúúú!”. Não adianta negar. Eu mandei gravar, como sempre.
J - Mas se ele disse, eu não sou responsável…
Juiz - Como não? Nunca li um desmentido seu. E olhe que eu gravei tudo a seu respeito, até as conversas com a senhora sua mãe.
J - Mas isto não é violação de privacidade? O senhor tinha autorização do Pôncio Pilatos, ou do tribunal dos fariseus? Ou de algum tribunal que seja?
Juiz - Eu tenho uma autorização assinada por mim. E isto basta. Agora, o senhor pode remediar sua situação. Pode impedir que seja recrucificado. 
J - O que tenho que fazer?
Juiz - Uma delação premiada. Sobre os trinta milhões de dólares que o seu principal acusador, Judas Iscariotes, recebeu para denunciá-lo. Vai ser um ato de justiça…
J - Não foram trinta moedas?
Juiz - Veja bem: se algum arqueólogo encontrar aquele saquinho de trinta moedas, cada uma delas vai valer pelo menos um milhão de dólares no leilão do escritório Christie’s, em Londres. Então, em termos de hoje, ele recebeu trinta milhões de dólares!! E quem tem esses milhões para pagar de propina? A Petrobras!! Que desde aquele tempo tinha interesses no petróleo do Oriente Médio. Elementar, meu caro Watson, quer dizer, Jay Ci. A Petrobras pagou Judas.
J - Jay Ci?
Juiz - J. C. em inglês, língua de primeiro mundo, língua de gente. Não essa barbárie que se fala por aqui.
J - Mas quem poderia fazer esta transferência?
Juiz - Ora, só há uma pessoa capaz disto: o Lula, pilotando um daqueles caças supersônicos suecos, que ele forçou o Brasil a comprar, e que são supersônicos, ultrassônicos, capazes de viajar no tempo e o escambau. Foi o Lula ou não foi?
J - Não tenho a menor ideia. Pergunte ao Judas, ora.
Juiz - Consta que este tal de Judas se enforcou. Mas como o senhor não quer colaborar, vai ter de passar por tudo de novo.
J - Tudo o quê?
Juiz - Bom, eu vou ser magnânimo. Basta ler a Vida de Jesus, de Plínio Salgado, a obra completa de Plínio Correia de Oliveira, da TFP, e assistir “A lei é para todos”, filme recente…
J - Não, não, não!!!! Exijo meus direitos!! Quero ser levado perante Pôncio Pilatos, ser julgado, condenado, crucificado e no terceiro dia ressurgir dos mortos!!! Tudo, menos uma dose dupla de Plínios!! O filme, ainda vá, é ruim, mas dura pouco…
Juiz - Nada feito. Vai pra cela, com os livros na estante e o filme em DVD.
J - Mas o senhor tem provas do que me acusa?
Juiz - Provas? O que é isto? Deve ser uma invenção subversiva da Revolução Francesa! Ora, ora, no Direito pós-moderno, quem não tem prova caça com fato! E o fato aqui sou eu. Escrivão, leve e encerre o prisioneiro na masmorra.
Escrivão - Sic transit gloria mundi. Imprimatur potest. Nihil obstat. Alea jacta est. Não repare, seu Jesus. Não é nada pessoal. Alias, se o senhor vier a julgar os vivos e os mortos, sentado à mão direita de Deus Pai, farei o mesmo para o senhor. Minha função é cumprir a lei, e a lei, aqui, é o senhor Juiz.
Pano Eterno.


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     *   Flávio Aguiar é escritor e pesquisador. Atualmente, reside em Berlim.




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